Andrea Sempio irá a Pavia, mas se vale da faculdades de não responder aos promotores

Andrea Sempio comparecerá à Procuradoria de Pavia, mas usará a faculdade de não responder até perícia personológica esclarecer o quadro probatório.

Andrea Sempio irá a Pavia, mas se vale da faculdades de não responder aos promotores

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Andrea Sempio irá a Pavia, mas se vale da faculdades de não responder aos promotores

Em apuração direta de fontes jurídicas e cruzamento de documentos do caso, informo que Andrea Sempio estará presente amanhã na Procuradoria de Pavia, mas deverá avançar pela faculdade de não responder aos promotores no interrogatório previsto. A decisão foi formalizada pelos advogados de defesa, os criminalistas Liborio Cataliotti e Angela Taccia.

Segundo a defesa, o comparecimento ao órgão ministerial é um ato previsto em lei e será cumprido: Sempio irá à audiência marcada, porém não responderá às perguntas até que se completem atos considerados essenciais para garantir a suficiência de bases técnicas do interrogatório. Os advogados informaram ter contratado um psicoterapeuta para elaborar uma consulência personológica do assistido, com a aplicação dos testes canônicos utilizados em perícia de personalidade.

Os defensores justificam a medida com dois pontos objetivos: a) as investigações ainda não estão concluídas e, portanto, o quadro probatório com o qual o investigado deveria confrontar-se em sede de interrogatório permanece incompleto; b) o dossiê das investigações, além de incompleto, ainda não se encontra disponível para exame integral pela defesa. Na nota divulgada, o escritório afirma que, em razão desses pressupostos e da entrega do encargo ao psicoterapeuta, o pool de advogados considerou imprescindível postergar o momento de eventual colaboração por parte de Sempio.

Conforme explicitação dos defensores, a intenção é que a perícia personológica seja realizada antes de qualquer tomada de depoimento detalhado, evitando-se que o interrogatório se baseie apenas em dados «fragmentários» constantes do processo. A defesa reservou-se, ademais, o direito de solicitar futuramente que o interrogatório prossiga assim que a referida consultoria técnica for concluída e os autos estejam acessíveis.

O caso tem relação com a investigação pelo homicídio de Chiara Poggi. A defesa reafirmou que o comparecimento físico do investigado amanhã é uma formalidade prevista na legislação vigente para situações desse tipo, mas que o exercício do direito à não-autoincriminação será utilizado enquanto não estiverem reunidos os elementos técnicos e processuais necessários para a correta confrontação no interrogatório.

Trata-se de uma estratégia processual alinhada com práticas forenses que priorizam a integridade do direito de defesa e o resguardo da confiabilidade probatória. A presença de um laudo personológico prévio, segundo os advogados, permitirá que a eventual tomada de declarações tenha contexto técnico, reduzindo o risco de decisões condicionadas por documentação incompleta.

Continuaremos a acompanhar a movimentação em Pavia, com apuração in loco e cruzamento de fontes, e atualizaremos a reportagem assim que houver desdobramentos ou quando a defesa e a Procuradoria disponibilizarem novos elementos do procedimento.