Ataque hacker aos Uffizi: Tesouro dos Grão-Duques transferido para cofre do Banco de Itália após pedido de resgate

Após ataque em fevereiro, Uffizi recebeu pedido de resgate; Tesouro dos Grão-Duques foi levado ao cofre do Banco de Itália. Investigação em curso.

Ataque hacker aos Uffizi: Tesouro dos Grão-Duques transferido para cofre do Banco de Itália após pedido de resgate

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Ataque hacker aos Uffizi: Tesouro dos Grão-Duques transferido para cofre do Banco de Itália após pedido de resgate

Após um intrusão informática detectada em fevereiro, as Gallerie degli Uffizi enfrentam agora as consequências de um ataque que levou ao furto de dados e a um subsequente pedido de resgate. Fontes oficiais e apuração junto a veículos italianos indicam que o arquivo do gabinete fotográfico foi um dos elementos levantados pelos invasores, com o risco adicional de exposição de senhas e outras informações sensíveis.

Em resposta imediata às ameaças, gestores do museu determinaram a transferência de algumas peças de acervo — entre elas o denominado Tesouro dos Grão-Duques — para o cofre da Banco de Itália. Paralelamente, foi iniciada uma intervenção em uma área do Palazzo Pitti, hoje oficialmente fechada por "manutenção extraordinária". As medidas foram adotadas em caráter preventivo, segundo relatos de quem acompanha a apuração.

A investigação sobre o incidente está em curso e envolve a Agenzia per la cybersicurezza nazionale, instância italiana responsável por coordenação em matéria de segurança digital. A apuração foi aberta após a queixa formal do diretor das Uffizi, Simone Verde, que informou às autoridades o recebimento de uma solicitação de resgate por parte dos hackers nas semanas seguintes à invasão inicial.

Fontes consultadas por este escritório confirmam que o quadro investigativo inclui perícia digital sobre os servidores afetados, levantamento do escopo dos dados exfiltrados e checagem de possíveis acessos a credenciais institucionais. Entre os itens auditados figura o arquivo do gabinete fotográfico — acervo que documenta obras, intervenções de conservação e registros técnicos. A perda ou divulgação desse arquivo poderia prejudicar tanto a gestão curatorial quanto a segurança operacional do conjunto museológico.

Até o momento, não há relatos públicos de dano físico às obras expostas; a ameaça recai sobre o domínio digital e sobre a eventual utilização indevida de informações sensíveis. Autoridades e técnicos seguem um protocolo de contenção: isolamento de sistemas comprometidos, backup seguro dos dados críticos e coordenação com a agência nacional de cibersegurança para rastreamento dos vetores de intrusão.

O episódio reacende o debate sobre proteção de acervos culturais em ambiente digital e sobre a vulnerabilidade de instituições patrimoniais frente a atores cibernéticos que visam, sobretudo, retorno econômico por meio de extorsão. No caso das Uffizi, a movimentação das peças para o cofre do Banco de Itália e o bloqueio temporário de áreas do Palazzo Pitti indicam prioridade na preservação física do patrimônio enquanto se desenrola a resposta técnica aos ataques.

Apuração in loco e cruzamento de fontes continuam sendo realizados por nossa redação para verificar novos desenvolvimentos. A investigação oficial segue conduzida pelas autoridades competentes; qualquer atualização será divulgada após confirmação documental e técnica. A realidade traduzida: proteção do acervo, contenção digital e investigação especializada são as frentes imediatas acionadas diante do incidente.