Bastoni recusa interrogatório em investigação sobre prostituição de menor em Milão
Bastoni não compareceu ao interrogatório em Milão; ele se valeu do direito de não responder na investigação por prostituição de menor.
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Bastoni recusa interrogatório em investigação sobre prostituição de menor em Milão
Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes: o jogador Alessandro Bastoni, zagueiro da Inter de Milão, não compareceu ao interrogatório ao qual havia sido convocado pela procura de Milão no âmbito da investigação que o tem como indiciado por concurso em prostituição de menor.
A decisão de não se apresentar foi tomada em conjunto com seu advogado, Salvatore Scuto, uma vez que o jogador optou por se afastar do depoimento e exercer a faculdadede não responder perante a procuradora adjunta Bruna Albertini, a substituta Rosaria Stagnaro e os investigadores do Nucleo di Polizia Economico-Finanziaria das Fiamme Gialle.
Nos autos consta que a acusação refere-se a um suposto encontro íntimo pago com uma jovem que tinha 17 anos em 2020. Há divergência temporal nos relatos: o primeiro registro menciona julho de 2020; em outro ponto dos autos a data apontada é junho de 2020 — uma diferença relevante que a investigação terá de esclarecer no cruzamento de provas.
A própria jovem, durante depoimento aos investigadores, relatou que "Não sou prostituta e não recebi dinheiro de Bastoni" e negou ter mantido relação sexual paga com o jogador quando tinha 17 anos. Segundo a versão colhida pela autoridade, ela também afirmou que não esteve na cama com o atleta nem foi remunerada para ir à residência após uma noite ocorrida na casa-escritório da agência de eventos Ma.De. Milano, em Cinisello Balsamo.
Na mesma jornada de trabalho dos investigadores — quinta-feira, 2 de julho — foram realizadas oitivas, nos escritórios do comando da Guardia di Finanza, de outros dois jogadores citados nos autos: Daniel Maldini (Atalanta) e Kevin Bonifazi (Bologna). Ambos foram ouvidos na condição de pessoas informadas sobre os fatos. Para amanhã está prevista a oitiva de Riccardo Calafiori, atualmente no Arsenal, também como pessoa informada.
O foco dos atos de investigação se concentra na agência de eventos Ma.De. Milano, em cujas apurações surgem indícios sobre a organização de encontros que envolveriam jogadores e acompanhantes. Os titulares da agência, Emanuele Buttini e Deborah Ronchi, encontram-se em prisão domiciliar desde abril, sob acusação de exploração da prostituição. Segundo a denúncia, a agência oferecia a alguns jogadores um "pacote tudo incluído" com noites em locais de luxo, acompanhantes e gás hilariante.
Trata-se de uma investigação em evolução, com múltiplas frentes: depoimentos contraditórios, análise de mensagens, testemunhos de terceiros e medidas cautelares já cumpridas. O caminho processual exigirá o rigor técnico da perícia e o cruzamento de dados eletrônicos e documentais para dirimir datas, pagamentos e responsabilidades penais. A Procuradoria de Milão continua à frente das diligências, enquanto as defesas mantêm a estratégia de preservação de direitos processuais dos envolvidos.
Atualizaremos este relato conforme novas diligências sejam concluídas e documentos oficiais sejam disponibilizados. Fatos brutos e verificados permanecerão no centro da cobertura.