Ex-freira Kumiko Kosaka é condenada a 20 anos por abusos no Instituto Provolo, na Argentina

Kumiko Kosaka, ex-freira, é condenada a 20 anos por abuso e encobrimento no caso Provolo, que expôs violações contra crianças com deficiência auditiva em Mendoza.

Ex-freira Kumiko Kosaka é condenada a 20 anos por abusos no Instituto Provolo, na Argentina

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Ex-freira Kumiko Kosaka é condenada a 20 anos por abusos no Instituto Provolo, na Argentina

Por Giulliano Martini. Apuração in loco e cruzamento de fontes: uma ex-freira de 51 anos, identificada como Kumiko Kosaka, foi condenada a 20 anos de prisão na Argentina por participação e encobrimento em um esquema de abuso sexual contra crianças com deficiência auditiva no Instituto Antonio Provolo, em Mendoza.

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A sentença foi proferida em um novo julgamento que reavaliou as responsabilidades de integrantes do corpo feminino da instituição. Kosaka, cidadã japonesa, foi considerada culpada por abuso sexual agravado e por ter acobertado padres que abusaram de menores com idades entre 4 e 17 anos.

O caso, conhecido na imprensa como o caso Provolo, expôs ao público um padrão de crimes que se estendeu por décadas dentro do colégio para crianças ipoudentes (com perda auditiva). As revelações, objeto de investigação jornalística e judicial desde 2016, levaram a um primeiro grande julgamento em 2019, quando dois sacerdotes, um jardineiro e um ex-coralista foram condenados a penas que variaram entre 10 e 45 anos de reclusão.

Em 2023, um segundo processo voltado a um grupo de freiras e funcionárias femininas da instituição resultou, inicialmente, em absolvições. Todas as nove acusadas, inclusive Kosaka, foram inocentadas naquele momento — decisão que, segundo registros judiciais, foi questionada por familiares das vítimas e por procuradores do caso.

Em agosto de 2026 a Corte Suprema da província de Mendoza anulou a absolvição de Kosaka, determinando um novo julgamento. No processo subsequente, a Justiça concluiu que havia provas suficientes para condená-la por envolvimento direto e por omissão que facilitaria os crimes dos sacerdotes.

A resposta das famílias veio de modo direto. Ariel Lizarraga, pai de uma das vítimas, afirmou estar satisfeito por ter alcançado “a justiça que buscávamos para minha filha e para todas as outras vítimas do caso Provolo”, conforme declaração pública após a sentença.

Do ponto de vista jurídico, a condenação de Kosaka reabre o debate sobre responsabilidades institucionais e sobre os mecanismos que permitiram o silêncio em um centro educacional destinado a crianças vulneráveis. A apuração e o julgamento seguiram protocolos de coleta de prova técnica e testemunhal, com cruzamento de depoimentos e documentos escolares e eclesiásticos.

Esta cobertura continuará acompanhando eventuais recursos, desdobramentos penais e civis, e a resposta institucional da Igreja e das autoridades de proteção à infância na Argentina. Fatos brutos e decisões judiciais serão reportados com precisão e sem especulação, mantendo a linha de reportagem pura e o compromisso de informar de forma direta e verificável.

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