Caso Equalize: Procuradoria de Milão pede processo para Enrico Pazzali; segundo filone inclui 81 indagados

Procura de Milão pede processo para Enrico Pazzali; segundo filone fecha com 81 indagados, incluindo nomes do setor empresarial e financeiro.

Caso Equalize: Procuradoria de Milão pede processo para Enrico Pazzali; segundo filone inclui 81 indagados

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Caso Equalize: Procuradoria de Milão pede processo para Enrico Pazzali; segundo filone inclui 81 indagados

Por Giulliano Martini. A Procura de Milão, sob a direção de Marcello Viola e com a condução dos procuradores Francesco De Tommasi e Eugenio Fusco, formalizou o pedido de rinvio a giudizio contra Enrico Pazzali, ex-presidente da Fondazione Fiera Milano e ex-responsável pela agência investigativa Equalize. A iniciativa refere-se ao primeiro filone do inquérito sobre as alegadas cyber-spie e os supostos dossieraggi com acessos abusivos a bases de dados.

Em paralelo, a Procuradoria comunicou o encerramento de um segundo maxi filone de investigações que atinge 81 indagados, centrado especialmente nos supostos "clientes" da agência Equalize. O aviso de conclusão das investigações tem 118 páginas e detalha diversas imputações, entre elas o concurso em acessos não autorizados a sistemas e bases de dados.

Entre os 81 nomes arrolados neste segundo segmento do inquérito constam figuras de destaque do mundo empresarial e institucional: Leonardo Maria Del Vecchio (um dos filhos do fundador da Luxottica), Fulvio Pravadelli (ex-diretor da Publitalia), Stefano Speroni (chefe do escritório jurídico da Eni), Giacomo Tortu (irmão do velocista Filippo Tortu e já investigado por suposto espionagem contra o atleta Marcell Jacobs) e o general Cosimo di Gesù, da Guardia di Finanza. Estão também incluídos os irmãos Matteo e Fabio Arpe, ligados ao setor bancário.

O quadro das apurações mostra que Enrico Pazzali figura como indagado em ambos os filones: ele já tinha sido atingido, junto com outras 14 pessoas, pelo encerramento do primeiro filone em julho de 2025, quando a Procuradoria havia formalizado o fechamento das investigações sobre associação para delinquere e delitos conexos. Para aquele lote inicial, os mesmos procuradores agora pediram o processo.

Os elementos recolhidos, segundo a nota oficial da Procuradoria, apontam para um sistema em que a atividade alegada da "squadra" da Equalize teria servido aos interesses de terceiros mediante produção de dossiês e consultas a bases de dados sem as devidas autorizações. O documento de 118 páginas detalha a articulação das funções e as eventuais condutas delituosas, sem, contudo, converter as investigações em sentenças — essa etapa caberá ao juízo competente, caso os pedidos de processo sejam acolhidos.

Trata-se de uma investigação que combina elementos tradicionais de apuração in loco com cruzamento de dados digitais, especialmente por envolver alegadas cyber-spie e acessos remotos a sistemas informáticos. A Procuradoria segue em fase de encaminhamento processual; as próximas movimentações serão a eventual apresentação formal da acusação em juízo e as decisões sobre admissibilidade do processo.

Este é um caso com impacto para o mundo empresarial e institucional italiano, dado o perfil dos indagados e a natureza das imputações. A reportagem permanece em acompanhamento rigoroso: cruzamento de fontes, verificação documental e monitoramento de eventuais novas notificações da Procuradoria de Milão.