Casolare em Palmoli: Catherine e Nathan retornam enquanto obras de adaptação avançam
Catherine e Nathan retornam ao casolare em Palmoli enquanto obras de adaptação avançam; crianças seguem em casa familiar e recurso aguarda decisão.
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Casolare em Palmoli: Catherine e Nathan retornam enquanto obras de adaptação avançam
Após uma semana, a dupla anglo-australiana Catherine Birmingham e Nathan Trevallion voltou a residir no casolare de sua propriedade no bosque de Palmoli (Chieti), ponto central de uma disputa judicial que vem mobilizando autoridades e a comunidade local. A volta ao imóvel acontece depois do término do contrato de locação com o B&B do empresário Carusi, onde o casal estava alojado temporariamente.
O retorno ocorreu apesar de o mesmo imóvel ter sido indicado pelo Tribunale dei minori de L'Aquila como inadequado para a convivência com os três menores — decisão que motivou a suspensão da responsabilidade parental e o consequente alojamento das crianças em uma casa família em Vasto desde 20 de novembro de 2025.
Segundo apuração in loco e cruzamento de fontes, os pais seguem o plano de ristrutturazione exigido pelo Tribunal. A obra está sendo conduzida pela arquiteta pescarese Maria Mascarucci e, conforme os responsáveis, encontra-se em fase final de conclusão. Em breve, será apresentado ao Comune de Palmoli o cronograma detalhado dos trabalhos.
O retorno ao casolare é considerado temporário: a permanência definitiva ficará condicionada ao término integral das intervenções e à obtenção do ricongiungimento com os três filhos. Enquanto a reintegração familiar não ocorrer, o casal concordou em aceitar — se necessário — uma solução intermediária: uma moradia cedida pelo municipio.
Em inspeção prévia, Nathan visitou o apartamento de propriedade do Comune disponibilizado gratuitamente pelo prefeito Giuseppe Masciulli. O imóvel está situado nas imediações do campo esportivo, na borda do bosque, e está sendo avaliado para ajustes que facilitem um eventual traslado temporário. Os dois reiteraram que só ocuparão a casa comunal após o retorno das crianças.
Desde o início do caso, que acendeu os holofotes sobre a pequena comunidade de Palmoli e sobre a atuação dos serviços sociais na região de Abruzzo, o casal afirma ter seguido todas as recomendações das autoridades para adaptar a residência às necessidades dos menores. Agora, com o retorno ao casolare e a ristrutturazione em fase de conclusão, abre-se nova etapa no desenrolar judicial e familiar.
Os menores — uma menina de 8 anos e dois irmãos gêmeos de 6 anos — permanecem na casa-família em Vasto desde novembro de 2025. A mãe foi afastada da unidade em março de 2026, após meses em que pôde permanecer com as crianças. Os irmãos correram risco de separação, mas continuam juntos na mesma instituição.
Os pais apresentaram recurso à Corte d'Appello de L'Aquila solicitando o ricongiungimento familiar. A audiência, em formato de tratativa escrita, ocorreu em 21 de abril; os magistrados reservaram decisão e o veredito ainda não foi divulgado. A situação segue sob acompanhamento das autoridades competentes.
Este texto resulta de apuração direta, cruzamento de fontes institucionais e entrevistas locais, com foco na exposição clara dos fatos e no acompanhamento cronológico do processo.