Procura de Milão amplia investigação: Cinturrino acusado de homicídio premeditado de Mansouri em Rogoredo
Procura de Milão acusa o policial Carmelo Cinturrino de homicídio premeditado de Abderrahim Mansouri; inquérito se amplia e chega a sete indiciados.
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Procura de Milão amplia investigação: Cinturrino acusado de homicídio premeditado de Mansouri em Rogoredo
Milão — A Procuradoria de Milão atribuiu ao agente Carmelo Cinturrino mais de 30 acusações relacionadas à morte de Abderrahim Mansouri, ocorrida em 26 de janeiro no bosque de Rogoredo. Entre as imputações figura agora, além das anteriores, a qualificadora do homicídio premeditado. O inquérito, conduzido com apuração in loco e cruzamento de fontes, segue em expansão e já atingiu sete indiciados.
Ao longo da investigação, a equipe da acusação listou, contra o assistente‑chefe de polícia de 41 anos, crimes que vão do sequestro de pessoa à detenção e tráfico de drogas, extorsão e concussão, passando por agressões, prisão ilegal, calúnia, falsificação, atos de depistagem e roubo. O ponto central da apuração contemporiza versões de testemunhas — incluindo pessoas em situação de vulnerabilidade, como consumidores e traficantes — com provas materiais e exames periciais.
A Polícia Científica está examinando a presença de material genético do agente Cinturrino em um martelo e em uma marreta localizados dentro de um veículo da corporação. Trata‑se de investigação genética útil a verificar relatos que descrevem o policial como alguém capaz de agressões físicas contra pusheres e consumidores.
Paralelamente, a magistratura inseriu no rol dos indiciados outros dois agentes do Comissariado Mecenate; entre as novas anotações, consta uma imputação por falsidade atribuída a uma policial. As inscrições estão vinculadas à requisição de incidente probatório, destinada a convocar pelo menos oito testemunhas — entre traficantes e dependentes — para consolidar depoimentos considerados cruciais pela acusação.
Cinturrino, natural de Messina e em serviço em Milão há anos, nega todas as acusações. Aos novos advogados, Marco Bianucci e Davide Giuseppe Giugno, reiterou sua versão: classificou as acusações como 'lama' e 'infâmia' e atribuiu as denúncias a supostos comportamentos de retaliação após sua atuação repressiva contra o tráfico. A defesa sustenta que a morte de Mansouri foi uma tragédia sem intenção de matar, e aventa a hipótese de legítima defesa mal interpretada pelos investigadores.
Houve adiamento da audiência inicialmente marcada para 9 de março no Tribunal del Riesame de Milão; a sessão foi remarcada para 17 de março para analisar pedido de prisão domiciliar formulado pela defesa. A investigação busca, igualmente, apurar se havia conivência interna ou cobertura a práticas ilícitas no Comissariado Mecenate. Quatro colegas já foram transferidos para funções não operacionais em outras sedes.
A investigação, coordenada pelo procurador Marcello Viola e pelo promotor Giovanni Tarzia, concentra esforços em uma área ampla da cidade: da via Mecenate até a praça Corvetto e Calvairate. Estão sendo colhidos testemunhos não apenas de pessoas com antecedentes ligados ao consumo ou venda de drogas, mas de qualquer cidadão que tenha cruzado com o agente em serviço. Em paralelo, desde 4 de março o dirigente Osvaldo Rocchino deixou a direção do comissariado Mecenate e foi colocado à disposição da Questura de Milão; o questore Bruno Megale iniciou o processo de nomeação de seu substituto.
Os fatos brutos, sujeitos agora a perícias e ao exame de numerosos depoimentos, permanecem sob escrutínio da Procuradoria. A apuração continua a favorecer a clareza e a verificabilidade dos elementos, com o objetivo de desobstruir narrativas e apresentar ao público a realidade traduzida dos acontecimentos em Rogoredo.


