Carmelo Cinturrino diz estar 'enormemente dispiaciuto' pela morte de Abderrahim Mansouri em Rogoredo

Cinturrino diz estar consternado pela morte de Mansouri em Rogoredo, nega violência e explica uso do martelo em ação policial. Depoimento em incidente probatório.

Carmelo Cinturrino diz estar 'enormemente dispiaciuto' pela morte de Abderrahim Mansouri em Rogoredo

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Carmelo Cinturrino diz estar 'enormemente dispiaciuto' pela morte de Abderrahim Mansouri em Rogoredo

Em depoimento espontâneo prestado durante a segunda sessão do incidente probatório sobre o homicídio de Abderrahim Mansouri, morto a 26 de janeiro no bosque de Rogoredo, o assistente‑chefe Carmelo Cinturrino declarou: "Sono enormemente dispiaciuto per la fine che ha fatto questo ragazzo e per la fine che ho fatto io". A fala foi registrada em ato judicial diante do juiz de investigação preliminar de Milão, Domenico Santoro.

Detido e indiciado por homicídio doloso, Cinturrino repetiu que atirou porque se sentiu assustado e negou conhecer pessoalmente a vítima além do relacionamento no âmbito de investigação policial. O agente, 41 anos, afirmou ainda que sempre atuou dentro da legalidade, recordando elogios que recebeu na carreira e reforçando que se considera um "policial correto".

Em trecho emotivo do depoimento, o acusado falou sobre a visita do pai na prisão, momento em que ficou visivelmente comovido. Ele também contestou categoricamente acusações que o apontam por episódios de violência contra dependentes químicos e traficantes nas áreas do Corvetto e de Rogoredo. "São calúnias", afirmaram ao final da audiência os advogados Marco Bianucci e Davide Giuseppe Giugno.

Cinturrino explicou a origem do apelido "Luca Martello", que foi ligado a denúncias de agressões: segundo sua versão e a de defesa, o martelo era usado "principalmente para escavar e procurar droga no âmbito da atividade policial ou para evitar tocar seringas e gazes ensanguentadas". Os defensores sublinharam que o assistente‑chefe sempre registrou apreensões por meio de verbais regulares.

O agente negou ter subtraído entorpecentes ou dinheiro e afirmou nunca ter praticado agressões fora do contexto operacional. Reforçou que não mantinha contatos pessoais com Abderrahim Mansouri, cuja identificação constaria apenas em fotografias de um inquérito de 2025 conduzido por outra equipe, não pelo Comissariado Mecenate onde atua.

Durante o interrogatório, Cinturrino confirmou a presença no local, no momento do disparo, de um homem afegão, de 31 anos e sem residência fixa, ouvido ontem pelo GIP como testemunha ocular. Esse testemunho descreveu o tiro na cabeça que vitimou o jovem marroquino de 28 anos em via Impastato, em 26 de janeiro. Nas declarações recentes, o policial não fez referências a colegas que também aparecem como investigados no inquérito.

Ao término da sessão, os advogados informaram que houve denúncias por calúnia contra testemunhas que, segundo a defesa, prestaram declarações falsas sobre o agente. A sessão integrou o conjunto de atos probatórios destinados a cristalizar versões e elementos de prova antes de etapas processuais subsequentes.

Essa cobertura baseia‑se em cruzamento de fontes judiciais e em declarações oficiais prestadas na audiência; a apuração segue acompanhando novas diligências e eventuais reações da autoridade judiciária e das partes envolvidas.