Policial Cinturrino tinha seis celulares no carro de serviço; Tribunal confirma prisão por homicídio em Rogoredo

Seis celulares foram apreendidos no carro do policial Cinturrino; Tribunal do Riesame confirma prisão por homicídio de Mansouri em Rogoredo.

Policial Cinturrino tinha seis celulares no carro de serviço; Tribunal confirma prisão por homicídio em Rogoredo

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Policial Cinturrino tinha seis celulares no carro de serviço; Tribunal confirma prisão por homicídio em Rogoredo

Apuração in loco e cruzamento de fontes apontam que foram seis os aparelhos celulares apreendidos pela Polizia Scientifica no veículo de serviço do agente Carmelo Cinturrino. Entre eles está o aparelho que, segundo a investigação, o policial possuía na noite do homicídio de Abderrahim Mansouri, ocorrido em 26 de janeiro na área conhecida como o bosque de tráfico de Rogoredo.

Os dispositivos estão sob custódia da Squadra Mobile e serão submetidos a perícias técnicas aprofundadas. A extração de dados, análise de metadados e confronto de registros de localização e comunicação são passos previstos na investigação e podem fornecer elementos cruciais sobre sequências temporais, contatos e eventuais omissões ou alterações na versão apresentada pelo agente.

No momento, Cinturrino permanece detido na prisão de San Vittore. No fim da tarde de sexta-feira, o Tribunal do Riesame confirmou a medida cautelar de prisão preventiva por homicídio voluntário premeditado, rejeitando o pedido de prisão domiciliar formulado pelos advogados de defesa Marco Bianucci e Davide Giugno. A decisão mantém o agente sob custódia enquanto correm as investigações.

O quadro de imputações contra o policial se agravou nos últimos dias à medida que os inquéritos avançam e queixas e testemunhos são sistematicamente verificados. Com base em numerosos depoimentos de frequentadores da praça ligada ao tráfico em Rogoredo, a investigação aponta, além da acusação principal de homicídio, para hipóteses de crimes que incluem concusão (abuso de poder para obtenção de vantagem), prisão ilegal, tráfico de drogas, calúnia, agressões, extorsão e falsidade documental.

Além de Cinturrino, há outros seis policiais indiciados no inquérito, cujas posições e eventuais responsabilidades estão sendo objeto de apuração. A investigação procura identificar não apenas atos isolados, mas eventuais práticas sistêmicas e conexões entre as diferentes condutas alegadas, a partir do cruzamento de depoimentos, materiais apreendidos e dados eletrônicos.

Fontes envolvidas no caso informam que a investigação privilegia a cadeia de custódia e a técnica forense para assegurar a validade das provas. A perícia sobre os aparelhos apreendidos deverá esclarecer horários de envio e recebimento de mensagens, chamadas, contatos relevantes e geolocalização que possam confirmar ou infirmar versões apresentadas até agora.

Próximos passos processuais incluem a conclusão das análises periciais, a oitiva de testemunhas arroladas pelas partes e eventuais novas medidas cautelares caso surjam indícios adicionais. A Squadra Mobile e o Ministério Público mantêm sigilo parcial sobre detalhes operacionais para não prejudicar as diligências em curso.

Esta é uma apuração em desenvolvimento. A Espresso Italia, com apuração técnica e cruzamento de fontes, acompanha os fatos brutos e atualizará a reportagem à medida que novos elementos forem oficialmente divulgados pelos órgãos competentes.