Compravenda de dados sensíveis: 29 medidas cautelares e VIPs como Alex Britti e Lory del Santo entre os investigados

Operação em Nápoles investiga compravenda de dados sensíveis: 29 medidas cautelares e VIPs como Alex Britti e Lory del Santo entre os alvos.

Compravenda de dados sensíveis: 29 medidas cautelares e VIPs como Alex Britti e Lory del Santo entre os investigados

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Compravenda de dados sensíveis: 29 medidas cautelares e VIPs como Alex Britti e Lory del Santo entre os investigados

Compravenda de dados sensíveis envolvendo figuras públicas e executivos motivou uma operação policial em Nápoles que resultou em 29 medidas cautelares. A investigação, coordenada pela Procura de Nápoles e executada pela Squadra Mobile de Napoli e pela Polizia Postale, apurou que informações roubadas de bases de dados públicas eram vendidas a agências de investigação privadas.

Na lista de pessoas cujos dados foram acessados ilegalmente aparecem nomes conhecidos do espetáculo e do mundo dos negócios: o cantor Alex Britti, a atriz Lory del Santo, o ex-goleiro do Inter Dario Cordaz e o estilista de alta moda Alberto Del Biondi. Além desses, os autos mencionam dirigentes de empresas farmacêuticas, empresários, um membro do conselho da empresa Leonardo, gestores ligados à Generali e membros de famílias de origem nobre.

Segundo o que emergiu das apurações — fruto de apuração in loco e do rigor no cruzamento de fontes — os dados eram obtidos por meio de acessos ilícitos a bases de dados públicas promovidos por funcionários públicos, entre eles agentes de forças de segurança. Essas consultas irregulares eram depois comercializadas a entidades privadas dedicadas a investigações.

A investigação teve início após um alerta do INPS, que detectou acessos diários e suspeitos à sua base de dados. A partir dessa sinalização, os investigadores mapearam a cadeia de consultas e rastrearam a origem das informações até uma rede que intermediava a venda.

Na operação realizada ontem pela manhã foram cumpridas 29 medidas cautelares: 10 pessoas foram presas (4 em prisão preventiva e 6 colocadas em prisão domiciliar) e outras 19 obrigadas a se apresentar periodicamente à polícia judiciária. As medidas refletem a gravidade do esquema e o papel de intermediários que tiravam proveito de informações sensíveis para finalidade comercial.

Um dos indagados, Giuliano Schiano, já havia aparecido em investigações anteriores — entre elas a operação conhecida como Equalize. Na época dos fatos apontados, Schiano era apontado da Guardia di Finanza em serviço na Direzione Investigativa Antimafia de Lecce. Na atual investigação, ele é acusado de uma única consulta abusiva; o juiz das garantias (GIP) decidiu não impor medida cautelar contra ele.

As linhas de investigação permanecem ativas. As autoridades informaram que as próximas fases envolverão a análise aprofundada das transações e o interrogatório de suspeitos e de clientes que teriam adquirido informações. Não foram divulgados detalhes sobre o uso final das informações nem a lista completa de clientes das agências investigadas, por determinação do sigilo das investigações.

O caso reabre o debate sobre proteção de dados e sobre os pontos frágeis no acesso a bases públicas, especialmente quando há a participação de agentes com privilégios de consulta. A operação em Nápoles é, segundo fontes judiciais, um exemplo de resposta coordenada entre órgãos judiciais e unidades especializadas em crimes cibernéticos e de inteligência financeira.

Relato preparado após apuração in loco, com cruzamento de fontes e verificação documental. A reportagem seguirá atualizando os fatos à medida que novas decisões judiciais e diligências forem concluídas.