Convalidada a prisão de Emanuel Iannuzzi por suspeita de maltratos que levaram à morte da menina Beatrice
GIP convalida prisão de Emanuel Iannuzzi por suspeita de maltratos que teriam levado à morte da menina Beatrice, achada morta em 8 de fevereiro.
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Convalidada a prisão de Emanuel Iannuzzi por suspeita de maltratos que levaram à morte da menina Beatrice
Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes.
O juiz para as investigações preliminares (GIP) de Imperia convalidou a prisão de Emanuel Iannuzzi, 42 anos, detido no último sábado sob a acusação de maltratos agravados e continuados que, segundo a procuradoria, teriam levado à morte da menina Beatrice, de 2 anos. A criança foi encontrada sem vida em 8 de fevereiro na residência da família em Perinaldo (Bordighera), província de Imperia.
Em interrogatório de garantia realizado nesta manhã na Procuradoria de Imperia, Emanuel Iannuzzi exerceu o direito de permanecer em silêncio. Quase uma hora após o interrogatório do companheiro, foi ouvido o depoimento de Emanuela Aiello, mãe da criança e também indiciada pelo mesmo crime agravado em decorrência da morte da menina.
Segundo os defensores de Iannuzzi, o réu manifestou vontade de responder às perguntas, mas os autos que fundamentaram a alteração da imputação — solicitados à secretaria do GIP desde sábado, quando foi decretada a medida cautelar — não foram disponibilizados até o momento do interrogatório. Por orientação dos advogados, ele optou por não depor, evitando o que os defensores qualificaram como um “responder às cegas”.
Os advogados da mãe, Emanuela Aiello, informaram que ela respondeu a todas as questões formuladas pelo juiz. Aiello negou ter agredido fisicamente suas filhas — tanto Beatrice quanto as duas irmãs mais novas — e declarou não ter presenciado episódios de violência contra as crianças quando estava presente. Os defensores ressaltaram, porém, que a modificação do enquadramento acusatório ocorreu sem que lhes fossem entregues os autos que teriam motivado a nova imputação, documentos que, segundo afirmaram, deveriam ter sido fornecidos antes do interrogatório.
A acusação mantida é a de maltratos agravados; o GIP validou a prisão preventiva, mantendo as medidas definidas pela autoridade policial. A investigação segue sob coordenação da Procuradoria de Imperia, com diligências em curso para completar o quadro probatório e esclarecer a dinâmica dos fatos que culminaram na morte da criança encontrada em fevereiro.
Do ponto de vista processual, a etapa do interrogatório de garantia visa confirmar a legalidade da prisão e permitir que o réu e os indiciados apresentem sua versão antes da eventual conversão da medida policial em prisão preventiva definitiva. No caso em tela, tanto a decisão do GIP quanto as circunstâncias relativas à disponibilização dos autos poderão ser objeto de recursos pelos defensores.
Atualizações serão divulgadas à medida que novos elementos forem formalizados pela Procuradoria. A apuração continua.
Giulliano Martini — Espresso Italia. Reportagem com rigor técnico e verificação de fatos.