Corpo de menina de 10 anos é encontrado no Lago de Como após desaparecimento nas proximidades do Tempio Voltiano
Menina marroquina de 10 anos desaparece no Lago de Como; corpo de Arwa Rfali foi encontrado após buscas de bombeiros e mergulhadores.
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Corpo de menina de 10 anos é encontrado no Lago de Como após desaparecimento nas proximidades do Tempio Voltiano
Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes: os Vigili del Fuoco de Como confirmaram o resgate do corpo da menina marroquina que desapareceu na tarde de ontem nas águas do Lago de Como, em frente aos jardins públicos da cidade, próximos ao Tempio Voltiano.
A vítima foi identificada como Arwa Rfali, uma criança que estava na Itália com os pais para férias e hospedada por parentes residentes no setor do Monzese. Testemunhas relatam que a menina, em passeio familiar, entrou nas águas nos chamados "Giardini a lago" e não emergiu mais.
Segundo relatos apurados, a ocorrência se deu por volta das 15h. A criança brincava em uma extensa área de baixio que ressurgia ciclicamente — local que atrai, ano após ano, centenas de banhistas estrangeiros apesar da proibição de banho. Ela teria sido subitamente arrastada pela corrente; nem os primos que estavam próximos nem os adultos na margem conseguiram vê-la reaparecer.
A primeira intervenção ocorreu quando uma patrulha da polícia, que passava pelo local, atendeu ao pedido de socorro dos pais. O alerta foi imediato, mas as buscas iniciais não foram suficientes para localizar a menina.
Na sequência, as operações de busca mobilizaram unidades navais da Guardia di Finanza e dos Vigili del Fuoco. Mais tarde, mergulhadores dos próprios Vigili del Fuoco chegaram desde Turim por helicóptero. Equipes médicas, em prontidão, acompanharam as buscas e um elisoccorso esteve disponível.
As buscas prosseguiram até a noite com reduzidas esperanças. Os pais, visivelmente em choque, foram conduzidos à delegacia da cidade para depoimento e acompanhamento psicológico; permanecer no ponto onde a filha desapareceu tornou-se insuportável para eles.
Este episódio reacende um problema antigo para Como. Entre 2017 e 2023, o mesmo trecho do lago já foi palco de oito mortes, todas envolvendo jovens e em sua maioria estrangeiros. O comportamento do fundo — que ao primeiro instante parece descer gradualmente e depois dá lugar a um declive abrupto — tem sido o fator determinante em diversos casos fatais.
Fatos brutos, verificados por equipes locais e policiais: o banho naquele trecho é proibido, mas a presença do afluxo de turistas e a conformação do fundo seguem transformando o ponto em área de risco. Autoridades locais indicam a necessidade de reforço da sinalização e de maiores ações de fiscalização, medidas que, até agora, não evitaram tragédias repetidas.
Relatórios preliminares serão apresentados às autoridades competentes; a investigação oficial está em curso para determinar com precisão a dinâmica do acidente e eventuais responsabilidades. A cidade de Como, diante do episódio, encara o retorno de um antigo pesadelo e busca respostas técnicas e administrativas para prevenir novas vítimas.
Atualizações serão publicadas após o término das perícias e do exame cadavérico. A reportagem permanece em contato com a polícia local e com os serviços de emergência para acompanhamento contínuo dos desdobramentos.