Cosenza: dois detidos por homicídio de quatro trabalhadores agrícolas queimados vivos em Amendolara

Dois detidos por homicídio de quatro trabalhadores paquistaneses queimados vivos em Amendolara; investigação usa videovigilância e segue sob a Procuradoria de Castrovillari.

Cosenza: dois detidos por homicídio de quatro trabalhadores agrícolas queimados vivos em Amendolara

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Cosenza: dois detidos por homicídio de quatro trabalhadores agrícolas queimados vivos em Amendolara

Por Giulliano Martini — A Procuradoria de Castrovillari ordenou o fermo de dois cidadãos paquistaneses suspeitos do homicídio múltiplo que terminou com quatro trabalhadores agrícolas da mesma nacionalidade queimados vivos ontem de manhã em Amendolara, na província de Cosenza. A conclusão da investigação preliminar decorre do cruzamento de imagens e da apuração in loco feita pelas equipes responsáveis.

Os dois suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Polícia de Cosenza na noite anterior, após terem sido localizados em Villapiana. Segundo fontes oficiais, eles foram submetidos a um longo interrogatório que levou ao decreto de prisão pela Procuradoria, chefiada por Alessandro D'Alessio.

A pista que tornou possível a identificação partiu da análise das imagens do sistema de videovigilância do posto de combustível onde o crime ocorreu. As câmeras registraram as fases que culminaram no incêndio do veículo — um minivan parado em frente a uma bomba de combustível do posto IP no antigo traçado da Estrada Estatutária 106, entre Amendolara e Roseto Capo Spulico.

Os bombeiros foram acionados por volta das 13h para combater o fogo. Concluído o combate às chamas, os agentes encontraram os quatro corpos completamente carbonizados no interior do veículo. A cena motivou a intervenção imediata da Polícia Rodoviária, seguida pela Seção de Investigação (Squadra mobile) de Cosenza e pelos Carabinieri.

Embora a bomba de combustível tenha sido envolvida pelas chamas e esteja localizada a menos de um metro do veículo, os investigadores, em trabalho coordenado com a Procuradoria de Castrovillari, apontaram desde o início indícios de que não se tratou de um acidente. O estado do local e a dinâmica do incêndio sugeriram uma ação intencional.

Um elemento determinante para a requalificação do caso em homicídio múltiplo foi a análise dos vídeos do posto. As imagens mostram pessoas que se aproximaram do veículo, teriam impedido a saída das vítimas e, em seguida, dado causa ao incêndio — um padrão que, segundo fontes policiais, configura ato deliberado. Um outro trabalhador que sobreviveu ao ataque disse ao Tg1: "Nos rebelamos, queríamos um contrato" — frase que indica uma possível motivação ligada a disputas por condições de trabalho e estabilidade.

Os investigadores agora trabalham para consolidar a cadeia probatória: identificação dos detidos, definição do papel de cada um, e coleta de depoimentos de testemunhas sobreviventes. A apuração privilegia o cruzamento de fontes e provas materiais, com exames periciais no local, análise forense dos restos do veículo e exame das gravações de vigilância.

Trata-se de um episódio que levanta questões sobre a segurança e a situação laboral de trabalhadores migrantes no setor agrícola. A Procuradoria de Castrovillari segue à frente do caso, com a expectativa de novas medidas processuais nas próximas horas conforme avançarem as investigações.

Fatos brutos, apuração in loco e cruzamento de fontes apontam para um crime premeditado. A reportagem continuará acompanhando o desenrolar do inquérito e eventuais pronunciamentos das autoridades competentes.