Crans-Montana: Lorenzo recebe alta do Niguarda após cinco meses; Bertolaso: "Foi um leão"

Após cinco meses, Lorenzo recebe alta do Niguarda. Bertolaso destaca coragem; investigação do incêndio de Crans-Montana segue com 13 investigados.

Crans-Montana: Lorenzo recebe alta do Niguarda após cinco meses; Bertolaso: "Foi um leão"

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Crans-Montana: Lorenzo recebe alta do Niguarda após cinco meses; Bertolaso: "Foi um leão"

Passados exatamente cinco meses do incêndio em Crans-Montana, Lorenzo recebeu alta hoje do hospital Niguarda, em Milão, onde estava internado. A informação foi confirmada em publicação nas redes sociais pelo assessor regional ao Bem-Estar, Guido Bertolaso, que destacou o percurso clínico marcado por complicações e intervenções críticas.

Na sua nota, o assessor escreveu que "não é o último, ainda quatro dos nossos jovens continuam no centro de queimados a percorrer um doloroso caminho rumo à normalidade" e enfatizou que Lollo — apelido pelo qual o jovem é conhecido entre familiares e equipe — foi aquele que mais fez temer pelo desfecho. "Ele foi um leão e soube ultrapassar momentos críticos com grande coragem e determinação", afirmou Bertolaso.

Segundo relato das equipes médicas reunidas e cruzamento de fontes hospitalares, houve uma noite particularmente dramática em que Lorenzo precisou ser transferido para o centro especializado do Policlinico, para tratamento das complicações respiratórias. Durante esse período, o paciente esteve ligado a suporte avançado de oxigenação extracorpórea (ECMO) por 10 dias. O retorno ao domicílio não encerra o processo terapêutico: a reabilitação e cuidados continuarão de forma ambulatorial e domiciliar.

Na publicação, Bertolaso ressaltou o caráter coletivo do tratamento: "O seu regresso a casa hoje é uma alegria para todos nós que o acompanhamos e tratamos como um filho; é o sucesso do trabalho conjunto entre as melhores competências da sanidade lombarda". O assessor acrescentou que a visão do jovem e dos pais emocionados dá força para a continuidade do trabalho.

O incêndio no local noturno "Le Constellation", em Crans-Montana, ocorreu na noite de Ano Novo, entre 31 de dezembro de 2025 e 1º de janeiro de 2026. O episódio provocou 41 mortes — entre as vítimas, seis eram italianas — e mais de 100 feridos, segundo balanço oficial das autoridades suíças e das missões de resgate.

No plano judicial, o Tribunal para Medidas Coercitivas do Cantão do Valais prorrogou até 10 de julho as medidas cautelares aplicadas a Jessica Moretti, uma das pessoas envolvidas na investigação. A decisão atende a pedido do Ministério Público de Sion, que apontou um suposto aumento do risco de fuga da investigada para a França, considerando que a família possui imóvel em Cannes. Jessica Moretti está sob investigação por homicídio culposo, lesões e incêndio culposo e permanece sujeita ao dever de assinatura periódica e à proibição de deixar o país — medidas instauradas em janeiro e agora reafirmadas.

As autoridades do Cantão do Valais registraram treze nomes no inquérito por incêndio, lesões e homicídio culposo aberto pela procuradoria regional. O tribunal, no entanto, entendeu que os elementos apresentados não justificavam um endurecimento das restrições e limitou-se a estender as medidas já vigentes.

Esta matéria baseia-se em apuração in loco e cruzamento de fontes institucionais e médicas. Continuaremos a acompanhar a evolução clínica dos feridos e os desdobramentos judiciais do caso, informando com rigor e objetividade sobre cada novidade relevante.