Custódio das Escavações de Pompeia é preso por abuso sexual contra turista menor

Custódio das escavações de Pompeia preso por abuso sexual de um turista menor; investigação com imagens de videovigilância e prisão preventiva.

Custódio das Escavações de Pompeia é preso por abuso sexual contra turista menor

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Custódio das Escavações de Pompeia é preso por abuso sexual contra turista menor

Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes. Os Carabinieri da companhia de Torre Annunziata cumpriram, em Scafati (província de Salerno), uma ordem de prisão preventiva contra um funcionário do sítio arqueológico de Pompeia, apontado como o autor de um abuso sexual contra um turista de 17 anos.

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A medida cautelar foi emitida pelo juiz para as garantias (GIP) do tribunal de Torre Annunziata, a pedido da Procuradoria local. O acusado está formalmente indiciado por violência sexual agravada, conforme as linhas essenciais do inquérito conduzido pelos militares da força.

Os fatos, segundo consta no procedimento, ocorreram em 16 de agosto, quando a vítima — então menor — apresentou denúncia-queixa no posto dos Carabinieri instalado dentro das próprias escavações. Em relato inicial e nas diligências subsequentes, o jovem afirmou que o suposto agressor o teria abordado fingindo ser guia turístico, aproveitando-se da farda de custódio que usava no momento.

De acordo com os elementos reunidos pelos investigadores, o homem teria proposto ao menor a visita de uma das domus habitualmente fechadas ao público. Já no interior dessa área restrita, a hipótese investigativa descreve que o custódio teria agarrado a vítima; apesar das tentativas de defesa do jovem, o agressor teria, em seguida, obrigado o menor a submeter-se a atos de natureza sexual.

As apurações se valeram, entre outras provas, das imagens dos sistemas de videovigilância internos do parque arqueológico de Pompeia. A análise dessas imagens permitiu aos peritos e aos Carabinieri identificar o suspeito e reconstruir a dinâmica dos acontecimentos a partir do circuito fechado de TV e das declarações da vítima.

Após a execução da ordem judicial, o custódio foi transferido para a prisão de Vallo della Lucania, onde permanecerá à disposição da autoridade judiciária enquanto prosseguem as investigações. A Procuradoria confirmou a existência do procedimento e que serão tomadas todas as providências processuais para aprofundar as provas e ouvir testemunhas, sem prejuízo das futuras medidas cautelares que venham a ser necessárias.

O caso acende o foco sobre a segurança e as responsabilidades no interior de monumentos e sítios arqueológicos de grande fluxo turístico, sobretudo no que diz respeito ao controle de acesso a áreas não abertas ao público e ao uso indevido de uniformes institucionais para obtenção de confiança. As autoridades locais declararam que reforçarão a vigilância e os controles internos, enquanto a investigação penal segue em curso.

Relato objetivo, com base em documentos do inquérito e declarações formais: os fatos descritos constam no procedimento em andamento; não foram divulgados nomes por determinação judicial e para proteção da vítima, por se tratar de menor. A redação continuará acompanhando o desenrolar do caso e a tramitação na esfera penal.

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