Deslizamento em Petacciato estabiliza; trechos da A14 e da ferrovia são reabertos

Deslizamento em Petacciato estabiliza; trechos da A14 e da ferrovia Adriática são reabertos com restrições e obras em avaliação técnica.

Deslizamento em Petacciato estabiliza; trechos da A14 e da ferrovia são reabertos

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Deslizamento em Petacciato estabiliza; trechos da A14 e da ferrovia são reabertos

APURAÇÃO IN LOCO — Avaliações geotécnicas recentes indicam que o deslizamento em Petacciato não apresenta movimento significativo. A constatação, segundo o chefe da Protezione Civile, Fabio Ciciliano, abre caminho para decisões cirúrgicas sobre a reabertura parcial de rodovia e ferrovia, reduzindo o cenário inicial que apontava para fechamentos por semanas ou meses.

Em entrevista ao Corriere della Sera, Ciciliano explicou que as verificações permitiram avançar nas medidas de restabelecimento: as ferrovias da linha Adriática terão circulação progressivamente reativada, com restrição de velocidade como medida cautelar. A retomada, anunciada pelas Ferrovie dello Stato, deve começar a partir das 6h de amanhã na seção Pescara-Foggia, mas trens longos poderão ter frequência reduzida e sofrer atrasos, alterações ou cancelamentos durante a operação de recuperação.

Para os trabalhos de reparo estão mobilizados mais de 60 técnicos da Rete Ferroviaria Italiana e de empresas contratadas. Ciciliano lembrou que, até o completo restabelecimento da capacidade da infraestrutura, as interferências no cronograma ferroviário são prováveis e fazem parte das medidas de segurança adotadas após o cruzamento de dados técnicos.

No plano rodoviário, o governo estuda a reabertura de apenas uma faixa da A14 com sentido único alternado. Antes do meio-dia de hoje já haviam sido reabertos dois trechos da A14 Bologna–Taranto: entre Vasto Sud e Termoli em direção a Bari, e entre Poggio Imperiale e Vasto Sud em direção a Pescara. As intervenções serão graduais e condicionadas ao resultado das análises geotécnicas continuadas.

Persistem, porém, limitações relevantes: a strada statale 16 Adriatica permanece fechada em razão do colapso da ponte sobre o Trigno. A reconstrução desse ponto crítico, segundo avaliações oficiais, deverá levar cerca de seis a sete meses, criando um gargalo duradouro para a mobilidade local e turística.

Para mitigar o tráfego, Ciciliano afirmou ter solicitado ao ministro Bernini que pressione os reitores das quatro universidades da região a organizarem ensino a distância. A medida evitaria a circulação de aproximadamente 15 mil estudantes de carro nas rotas afetadas, aliviando o impacto sobre a malha viária.

No plano econômico e social, há preocupação legítima com o turismo. O ministro Mazzi acompanhou a evolução do caso e, na avaliação do chefe da Protezione Civile, uma reabertura mais rápida da circulação poderia reduzir o efeito sobre a temporada balneária, ainda que o fechamento da estrada estadual comprometa parte da procura e exija alternativas de mobilidade local.

Também foi destacada a situação humanitária: cerca de 50 moradores de Petacciato ficaram sem teto e são alvo de medidas de assistência e de um procedimento de esvaziamento. A oferta de abrigo e serviços será acompanhada pelas autoridades locais.

Quanto aos trabalhos técnicos na encosta, havia um projeto executivo para obras hidráulicas com poços de emungimento destinados a drenar águas subterrâneas. Agora será necessário avaliar se uma variante desse projeto é suficiente ou se será preciso desenvolver um projeto inteiramente novo, decisão que depende do cruzamento de relatórios e da análise de risco continuada.

Relato com base em apuração direta, entrevistas e cruzamento de fontes oficiais. Atualizações sobre horários de trens, faixas liberadas na A14 e medidas de proteção civil serão publicadas conforme novas notas técnicas e comunicados das autoridades.