Divino Otelma afirma que Meloni perderá se não seguir suas ordens: “Previ Trump, o Covid e o 'Não' ao referendo”
Divino Otelma afirma que Meloni perderá se não seguir suas orientações; reivindica ter previsto Trump, Covid e o 'Não' no referendo. Entrevista ao Corriere.
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Divino Otelma afirma que Meloni perderá se não seguir suas ordens: “Previ Trump, o Covid e o 'Não' ao referendo”
Em entrevista ao Corriere della Sera, Marco Amleto Belelli — conhecido publicamente como Divino Otelma — traçou um retrato que mistura ocultismo, memória pessoal e alinhamentos políticos. Com autodefinições de autoridade e um histórico acadêmico extenso, Otelma reafirmou convicções antigas e fez previsões explícitas sobre o cenário político italiano.
Otelma, que diz ostentar sete diplomas e presidir a associação dos ocultistas, explicou por que não usa supostos dons para benefício próprio: “É nos proibido, vai contra nossa deontologia. Um mago não pode usar os poderes a favor de si mesmo, apenas pelos outros.” Em consequência, garante, não há ganhos em loterias ou apostas: “Não posso me beneficiar das previsões.”
Na narrativa da infância, o entrevistado recorda leitura precoce de obras teosóficas — “Iside svelata” — aos nove anos, e descreve rejeição a certos hábitos coletivos: “Uma ou duas vezes me levaram ao estádio, aborreci-me. Não entendia aquelas massas gritando; pareciam-me pobres dementes. Teria achado mais divertidos os jogos gladiadores da Roma antiga.”
O percurso político relatado por Otelma é heterogêneo e cruzou espectros. No liceu, diz ter sido fiduciário da Giovane Italia, próxima ao MSI, e posteriormente filiou-se a setores da Democrazia Cristiana. Em 1975, segundo ele, entrou no círculo radical; afirma ter tido discussões vigorosas com Marco Pannella, a quem elogia pela eloquência e capacidade de mobilização.
O tom da entrevista alterna entre reivindicações de legitimidade e declarações categóricas sobre eventos recentes. Otelma reivindica previsões anteriores: “Antecipei a vitória de Trump, a tragédia do Covid e, mais recentemente, o triunfo do 'No' no referendo sobre a Justiça.”
No plano político atual, o Divino Otelma é enfático sobre a primeira-ministra Giorgia Meloni: “Se Giorgia Meloni não fizer exatamente o que diremos, perderá as eleições. Deve acelerar a subida de Nordio em grande velocidade. Cortar a cabeça e seguir em frente. E acabar com essa história dos centros para migrantes na Albânia — uma estupidez. Feche os portos, como Salvini. Se agir assim, pode vencer sem alterar a lei eleitoral; caso contrário, perderá mesmo assim.”
A entrevista também abordou a atividade profissional de Otelma. Sobre consultas, informou valores: “Por telefone ou correspondência postal, 100 euros mais despesas. Presencialmente o preço sobe. Há um tarifário; é tudo transparente, tenho partita IVA.” Questionado sobre o cumprimento fiscal, respondeu afirmativamente: “Claro, pago impostos.”
Entre afirmações metafísicas e peças biográficas, Otelma fez declarações sobre a vida após a morte: “A morte não existe; revi minha mãe.” O enunciado, proferido sem surpresa em seu tom costumeiro, integra a linha de pensamento que conflui em sua atuação pública — ao mesmo tempo mística, performática e política.
Como repórter, registro os elementos trazidos pelo próprio Otelma na entrevista: autobiografia intelectual, ligação com diversos espaços políticos, cobranças éticas sobre a prática ocultista e previsões de impacto concreto sobre decisões governamentais. A narrativa, entregue em primeira pessoa, exige cruzamento e verificação adicionais para separar as alegações de caráter pessoal das implicações factuais que pretende projetar no debate público.
Apuração e cruzamento de fontes seguem em andamento para contextualizar e verificar cada uma das previsões e afirmações do Divino Otelma. A conversa ao Corriere confirma ao menos o papel público que ele reivindica: maestro de uma mistura de rito, opinião e espetáculo — com cobranças tarifadas e um projeto claro de visibilidade política.