Senado debate papel das mulheres na internacionalização das PMI e o futuro do Made in Italy

No Senado, especialistas e líderes discutem como a internacionalização das PMIs femininas fortalece o futuro do Made in Italy.

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Senado debate papel das mulheres na internacionalização das PMI e o futuro do Made in Italy

Em evento realizado na Sala do Istituto di Santa Maria in Aquiro, no Senato della Repubblica, aconteceu o seminário "Donne e impresa. Internazionalizzazione delle PMI per il futuro del Made in Italy", promovido por DOMINAE – Associazione delle Donne del Made in Italy nel Mondo, por iniciativa do Senador Marco Scurria. Moderado pela jurista e publicista Silvia Troiani, o encontro reuniu instituições, lideranças empresariais e protagonistas do sistema econômico italiano para discutir a contribuição da imprenditoria femminile nos processos de internazionalizzazione e na consolidação do Made in Italy.

Na abertura dos trabalhos, o Senador Marco Scurria enfatizou a centralidade da participação feminina na economia: “Le donne quando raccontano sé stesse, le loro imprese e l’Italia, generano valore reale fatto di fiducia, relazioni e visione. La crescita della nostra Nazione passa anche da qui, dalla piena realizzazione femminile nel lavoro. Non è solo equità, è competitività, innovazione, futuro”. Scurria afirmou ainda a necessidade de uma visão estrutural capaz de acompanhar as empresas nos mercati externos.

Fabiana Romano, presidente e fundadora da DOMINAE, traçou um panorama objetivo do peso da presença feminina na economia: mais de 1,3 milhões de empresas lideradas por mulheres, equivalentes a 22% do total nacional, com um crescimento das sociedades por ações de capital feminino de +45% desde 2014. Romano destacou a presença cada vez mais incisiva das mulheres em setores estratégicos do Made in Italy, como moda, agroalimentar, design e sustentabilidade, apontando que o fator competitivo decisivo para as PMI hoje é a capacidade de construir relações sólidas e duradouras nos mercados externos.

Segundo Romano, a construção de reti é alavanca estratégica: “DOMINAE è una rete agile e operativa, creata da imprenditrici per imprenditrici, che trasforma la resilienza in vantaggio competitivo concreto. In un mondo che alza muri, costruiamo ponti umani e alleanze fondate sulla fiducia, accompagnando le imprese nei mercati internazionali con strumenti, relazioni e competenze”.

O debate incorporou um olhar internacional com a Embaixadora da República da Sérvia, Mirjana Jeremic, que expôs políticas públicas e iniciativas de apoio que têm acelerado o crescimento da imprenditoria femminile no país, ressaltando a ascensão de mulheres a papéis de liderança e sua contribuição efetiva para o desenvolvimento econômico.

Na dimensão prática, a advogada Manuela Traldi, presidente da Camera di Commercio Italo-Azerbaigiana, ressaltou que a internazionalizzazione é hoje um driver real de crescimento para as empresas do Made in Italy. Traldi sublinhou o valor estratégico dos mercados emergentes e a urgência de construir relações estáveis e continuativas para competir com eficácia no exterior.

Tiziana Pompei, vicesegretária geral da Unioncamere, explicitou o papel institucional no suporte às empresas: financiamento orientado à exportação, capacitação em normas internacionais, serviços di export desk e incentivo à digitalização foram apontados como instrumentos essenciais para transformar potencial em resultados concretos.

Do encontro saiu um consenso técnico: a internacionalização das PMI lideradas por mulheres exige políticas públicas coordenadas, redes operativas como a DOMINAE, acesso a financiamento e formação específica para mercados externos. O seminário apontou também para a necessidade de parcerias público-privadas e de um quadro institucional que facilite a transição da resiliência para a competitividade sustentável.

Encerraram-se os trabalhos com a constatação — respaldada por dados e experiências internacionais — de que a plena realização profissional feminina não é apenas uma questão de justiça social, mas um imperativo de competitividade para o sistema produtivo italiano. A leitura feita em Roma traduz-se em propostas técnicas: consolidar redes, ampliar instrumentos financeiros e reforçar a formação como eixos para o futuro do Made in Italy.