Build to rent: como a moradia se transforma em experiência e impulsiona o aluguel pronto para morar

Build to rent cresce: aluguel pronto para morar vira experiência com design, sustentabilidade e serviços integrados no mercado imobiliário.

Build to rent: como a moradia se transforma em experiência e impulsiona o aluguel pronto para morar

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Build to rent: como a moradia se transforma em experiência e impulsiona o aluguel pronto para morar

Apuração de Giulliano Martini — A busca por casa durante o verão revela uma mudança estrutural no mercado imobiliário italiano: a moradia deixa de ser apenas um bem e passa a ser uma experiência. Em entrevista ao Espresso Italia/Labitalia, conversei com Lorenzo Pascucci, CEO e fundador da Contract District Group, empresa que alterou o paradigma da distribuição do design de interiores ao investir em pesquisa, desenvolvimento e tecnologias que simplificam projeto, venda e pós-venda de produtos de interior.

O cenário é claro nos dados coletados e nas observações de mercado: especialmente entre as novas gerações, cresce a procura por imóveis de aluguel já mobiliados e prontos para morar. Fatores econômicos — como o aumento do custo para compra — somam-se a uma menor estacionalidade das permanências e a novas demandas por sustentabilidade e proteções contra o calor. Resultado: a demanda por soluções alinhadas ao perfil do locatário se acentua, abrangendo segmentos como multifamily, estudantil, young professional, senior living, social housing, luxo e family.

Pascucci sustenta que o fenômeno build to rent (BTR) está ganhando tração porque traduz uma economia de escala e experiência. "O aluguel passa a oferecer serviços e padrões de projeto que antes eram exclusivos da compra de alto padrão", disse. Para ele, a casa futura deve ser flexível, conectada, energeticamente eficiente e pensada para o bem-estar — itens que, quando incorporados desde a concepção, valorizam o ativo e reduzem custos operacionais.

Entre as tendências apontadas na apuração estão ambientes multifuncionais — cômodos que se transformam durante o dia com móveis convertíveis, divisórias móveis e soluções integradas — e a presença crescente de materiais naturais como madeira, pedra e fibras vegetais. A qualidade da iluminação natural e do ar interior, além de espaços dedicados ao relaxamento e à saúde mental, aparecem como requisitos essenciais para o mercado que se profissionaliza.

Outro vetor identificado na checagem de fontes é a digitalização do lar: domótica básica, controles eficientes de energia e soluções anti-caldo tornam-se diferenciais técnicos e comerciais. Para além do produto físico, o pós-venda e a integração de serviços (manutenção, digital onboarding do imóvel, assistência) compõem o pacote que transforma a moradia em uma experiência recorrente para o locatário.

O papel da Contract District Group, segundo Pascucci, tem sido facilitar essa transição entre projeto e operação: com um Design System distribuído e ferramentas de apoio, a empresa busca reduzir o atrito entre arquitetos, incorporadores e operadores, ampliando a escalabilidade de projetos build to rent e soluções prontas para morar. "É uma mudança de lógica: pensar o imóvel desde o início como ativo de aluguel exige padronização técnica e serviços integrados", afirmou.

Conclusão factual: o mercado imobiliário italiano mostra sinais claros de profissionalização do aluguel. A tendência é que o conceito de habitar se amplie — migrando do estatuto de necessidade para o de serviço. Quem procura casa no verão encontra mais do que uma acomodação: encontra um pacote de soluções que combinam projeto, tecnologia e operação. Relatório fechado após cruzamento de fontes e verificação direta das declarações.