CNI e ANCE: com o fim do PNRR, torna-se estratégico reforçar o Partenariato Pubblico-Privato
Com o fim do PNRR, CNI e ANCE defendem Partenariato Pubblico-Privato, regras claras e emenda ao código de contratos para direito de prelazione.
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CNI e ANCE: com o fim do PNRR, torna-se estratégico reforçar o Partenariato Pubblico-Privato
Roma, 25 de março de 2026 — Em evento promovido pelo Consiglio nazionale degli ingegneri (Cni) em parceria com a Associazione Nazionale Costruttori Edili (Ance), líderes do setor reivindicam regras claras e mecanismos que preservem a execução de obras públicas após o encerramento do Pnrr. O encontro, realizado ontem à tarde e nesta manhã na sede do Cni, reuniu representantes institucionais e empresariais para debater caminhos concretos.
Na abertura dos trabalhos, o presidente do Cni, Angelo Domenico Perrini, afirmou que as Giornate nazionali dell’ingegneria economica representam “a síntese de um percurso de colaboração com a Ance” e destacou a necessidade de normas que evitem episódios como os ocorridos em Milão e na Puglia. Perrini pediu ao Governo uma atuação imediata: “Uma nova lei urbanística, o testo único delle costruzioni e regole certe que evitem casos como aquele de Milano e della Puglia. Invitiamo il Governo ad affrontare queste questioni.” Em sua avaliação, os interesses dos engenheiros coincidem com os das empresas, e a interlocução com o Legislativo é fundamental.
Ippolita Chiarolini, conselheira do Cni e uma das idealizadoras do evento, ao lado de Massimo Angelo Deldossi, vice-presidente da Ance, fez um balanço dos dois dias de debates. Segundo ela, com o término do Pnrr volta a ganhar centralidade o valor estratégico das obras públicas realizadas por meio do Partenariato Pubblico-Privato. Chiarolini ressaltou a necessidade de regole certe e de tempi certi, monitoráveis por ferramentas como o open cup, capazes de identificar nós críticos, responsabilizar atores e desbloquear procedimentos.
“Qualidade das obras e competências são os drivers para garantir sua sustentabilidade”, disse Chiarolini, sublinhando também o empenho para inserir, por emenda ao codice degli appalti, o direito de prelazione como prioridade de legislação.
O subsecretário de Estado à Presidência do Conselho, Alessandro Morelli, participou na primeira jornada e fez uma avaliação do cenário institucional: com o fechamento do Pnrr, a Itália entrou em fase de transição que exige novos instrumentos de financiamento e execução. Morelli afirmou que o Governo vem trabalhando na valorização do Partenariato Pubblico-Privato, superando resistências ideológicas do passado que limitaram a colaboração entre público e privado. Segundo ele, normas específicas já foram introduzidas no codice degli appalti para modernizar o modelo e é necessário um enfoque multidisciplinar na seleção de investimentos.
Sobre a questão da prelazione, Morelli reconheceu que no diálogo com a União Europeia surgiram dúvidas e ressalvas que exigem maior interlocução técnica e jurídica antes de uma aplicação plena da norma. O governo, afirmou, continuará o confronto com Bruxelas e os atores nacionais para definir instrumentos compatíveis e eficazes.
Os demonstrativos compartilhados durante o evento apontaram a convergência entre engenheiros e empresas na busca por transparência, velocidade de execução e segurança jurídica. O debate deixou claro que, sem um quadro normativo estável e instrumentos que incentivem a cooperação público-privada, o país perde capacidade de realizar investimentos estruturantes em infraestrutura e urbanismo.
Apuração in loco, cruzamento de fontes e síntese técnica marcaram as jornadas promovidas pelo Cni e pela Ance. O diagnóstico é objetivo: com o fim dos fundos do Pnrr, o Partenariato Pubblico-Privato volta a ser peça-chave — desde que acompanhado por regole certe, mecanismos de monitoramento e ajustes legais no codice degli appalti.