Iannicelli (Ordine Ingegneri Milano): o fator humano é decisivo na transição digital e ambiental
Iannicelli (Ordine Ingegneri Milano) afirma que o **fator humano** é decisivo para a **transição digital** e ambiental; instituições e profissionais devem mudar cultura.
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Iannicelli (Ordine Ingegneri Milano): o fator humano é decisivo na transição digital e ambiental
Milão, 13 de maio de 2026 — Em declaração concedida à margem do convegno Stati generali delle ingegnerie – Innovazioni per un futuro comune, realizado no Acquario Civico di Milano, Carmelo Iannicelli, consigliere tesoriere do Ordine degli Ingegneri della provincia di Milano e presidente da comissão Tlc, destacou que o sucesso da transformação em curso depende, sobretudo, do fator humano e cultural.
“La transizione digitale e ambientale stanno totalmente cambiando il nostro modo di essere e il nostro sistema Paese. Il fattore critico di successo è dato dal fattore culturale e umano: è necessario cambiare il nostro modo di essere, di pensare e di agire, sia nei professionisti sia nelle istituzioni”, afirmou Iannicelli. A fala foi proferida durante um painel que reuniu profissionais de várias especialidades da engenharia e representantes institucionais.
O evento, promovido pelo Ordine degli Ingegneri, teve como objetivo principal sensibilizar e apoiar os engenheiros — das disciplinas tradicionais às mais tecnológicas — para os desafios colocados pela dupla transição: digital e ambiental. Segundo Iannicelli, não se trata apenas de dotar os escritórios e canteiros de obra com novas ferramentas, mas de promover uma mudança de mindset que envolva formação contínua, ética profissional e integração entre atores públicos e privados.
Na avaliação do conselheiro tesoureiro, a presença de referentes institucionais — como autoridades da Região e do Comune — foi um elemento relevante para o diálogo proposto pela organização. “O confronto entre ordens profissionais, instituições e stakeholders é necessário per riflettere su come portare avanti il bene del Paese”, disse ele, sublinhando a necessidade de coordenação para transformar políticas em projetos concretos.
Este enfoque na dimensão humana da transição é consistente com o que apontam estudos recentes sobre adoção tecnológica: sem investimentos em capital humano, em capacidades adaptativas e em governança participativa, a modernização corre o risco de aprofundar desigualdades e desperdício de recursos. O debate em Milão procurou, justamente, mapear estratégias para mitigar esses riscos por meio de formação, regulação e co-projetos público-privados.
Como repórter com apuração baseada em cruzamento de fontes, registro que o convegno funcionou como plataforma para troca de práticas e para identificar lacunas organizacionais que limitam intervenções de grande escala, especialmente em infraestruturas de telecomunicações e projetos sustentáveis integrados. A ênfase repetida por Iannicelli foi clara: a tecnologia é condição necessária, mas o elemento decisivo é cultural — a capacidade de profissionais e instituições mudarem modelos mentais e métodos de trabalho.
O conjunto de intervenções reforçou a ideia de que políticas eficazes precisam combinar incentivos, programas de capacitação e participação dos territórios para que a transição digital e a transição ambiental avancem de forma equitativa e sustentável. O Ordine pretende seguir com iniciativas de formação e monitoramento para traduzir as propostas debatidas em resultados mensuráveis.
Reportagem de Giulliano Martini — correspondência de Milão, com base em declarações oficiais e no programa do convegno.