Fregolent (Iv): o papel decisivo do terciário e a urgência de superar o dualismo com a indústria

Senadora Fregolent pede que a política reconheça o peso do terciário e adapte normas; foco em serviços, managerialidade e fim do dualismo com indústria.

Fregolent (Iv): o papel decisivo do terciário e a urgência de superar o dualismo com a indústria

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Fregolent (Iv): o papel decisivo do terciário e a urgência de superar o dualismo com a indústria

Roma, 7 de maio de 2026 — Em intervenção na apresentação em Roma do novo Osservatorio del Terziario promovido por Manageritalia, a senadora Silvia Fregolent (Iv), vice-presidente da 9ª Comissão Industria, defendeu com clareza técnica a centralidade do terciário na recuperação e no crescimento econômico do país.

Fregolent iniciou sua exposição lembrando sua origem em Turim: uma cidade que viu a grande fábrica ceder lugar, gradualmente, aos serviços, segmento que, segundo ela, “contribuiu a salvar ocupação e desenvolvimento”. A conclusão política da senadora é direta e sem ambiguidades: é necessário que a política atualize seu paradigma e abandone o modelo que ancora leis e regulamentos num passado industrial.

O cerne da crítica de Fregolent está no que definiu como um dualismo anacrônico entre indústria e terciário. “Esse dualismo deve terminar — afirmou — primeiro, na cabeça do legislador”. A senadora apontou que muitas normas públicas continuam a ser concebidas com lógica fabril, citando como exemplo os instrumentos de contratação pública: “Ao redigir regras como o código dos contratos públicos, ainda se pensa majoritariamente em termos industriais, quando hoje os serviços representam cerca de dois terços da demanda pública”.

Essa desadequação normativa, na avaliação da vice-presidente da Comissão Industria, tende a penalizar um setor que é já central para a economia italiana. “Antes dos números, a política deveria reconhecer o peso real do terciário e ajustar regras e instrumentos a essa evolução”, disse Fregolent, em tom técnico e propositivo.

Outro tema que teve destaque foi a necessidade de fortalecer a managerialidade no setor dos serviços. A senadora apelou para um esforço sistemático de formação e de reestruturação organizacional: “É preciso educar as empresas do terciário para reconhecer a importância de cargos de topo e de uma governança gerencial estruturada, algo que por muito tempo foi subestimado”.

Fregolent insistiu que empresas bem organizadas têm maior capacidade de interlocução institucional e, por consequência, maior efetividade na defesa de interesses e na obtenção de resultados normativos mais favoráveis. A tese é objetiva: estrutura interna robusta resulta em retorno institucional e regulatório.

O discurso da senadora, pronunciado na capital durante a apresentação do observatório, compõe um alerta técnico para legisladores e reguladores. A proposta é clara e mensurável: adaptar normas e ferramentas públicas à nova distribuição setorial, promovendo diagnóstico, formação executiva e padrões de governança compatíveis com a realidade do mercado dos serviços.

Apuração em Roma, cruzamento de fontes e exposição direta dos fatos — a realidade traduzida em recomendações ao legislador.