Ordine degli Ingegneri Milano defende inovação em tecnologia, mercado e regras, diz De Carli
De Carli, do Ordine degli Ingegneri Milano, pede inovação em tecnologia, mercado e regras para integrar soluções e atualizar normas face aos desafios atuais.
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Ordine degli Ingegneri Milano defende inovação em tecnologia, mercado e regras, diz De Carli
Milão — Em declaração à margem do congresso "Stati generali delle ingegnerie – Innovazioni per un futuro comune", realizado no Acquario Civico di Milano, Alessandro de Carli, conselheiro-secretário do Ordine degli Ingegneri da província de Milão, afirmou que é imprescindível atuar simultaneamente em três frentes para enfrentar os desafios contemporâneos: tecnologia, mercado e regras.
“Há uma inovação de caráter tecnológico, onde nós, engenheiros, podemos aportar nossas competências, e depois existem as inovações de mercado e as de regras. É necessário impulsionar todas as inovações: as regras, por exemplo, muitas vezes podem ser um entrave por estarem desatualizadas frente às pressões atuais”, disse De Carli em entrevista durante o evento.
O encontro, organizado pelo Ordine degli Ingegneri di Milano, teve como objetivo mapear o papel da profissão diante das grandes questões globais e criar um espaço de diálogo qualificado capaz de traçar trajetórias futuras. Segundo De Carli, a inovação orientada para o bem comum exige a conjugação de habilidades diferenciadas dentro do campo da engenharia.
“A inovação para o bem comum”, declarou, “precisa de diferentes competências que podem ser aportadas por distintos engenheiros: isso se faz por meio de engenheiros especialistas, que aprofundam tecnologias específicas, mas também precisamos daqueles com visão sistêmica, capazes de inserir inovações pontuais dentro de um contexto mais amplo”.
No seu relato, De Carli apontou a intenção do Ordine de manter um papel ativo no diálogo com as administrações públicas e de integrar competências internas por meio das comissões técnicas da entidade. A proposta é transformar o órgão em um núcleo capaz de sintetizar especializações e visão estratégica, reduzindo a distância entre capacidade técnica e normativas vigentes.
Em apuração in loco e cruzamento de fontes, a mensagem central do evento foi de que o avanço tecnológico, sem atualização das estruturas de mercado e do arcabouço regulatório, corre o risco de gerar fraturas entre inovação e aplicabilidade social. Por isso, a ênfase recaiu sobre a necessidade de políticas e normas que acompanhem o ritmo das transformações tecnológicas.
O debate em Milão deixa claro que o futuro da engenharia — e seu impacto sobre a sociedade — depende tanto da profundidade técnica quanto da capacidade de diálogo com o setor público e com o mercado. O Ordine degli Ingegneri pretende, segundo De Carli, consolidar esse papel agregador por meio das comissões e de uma agenda permanente de interlocução.
Relato técnico, sem floreios: o congraçamento em Milão não apenas enuncia prioridades, como desenha uma estratégia prática para que a inovação não fique confinada aos laboratórios, mas seja traduzida em soluções regulamentadas e viáveis no mercado.