Portos verdes: Perrini (CNI) afirma que o mar é uma infraestrutura natural e fonte econômica vital
Perrini (CNI) destaca o mar como infraestrutura natural; debate sobre Portos Verdes, PNRR e a reforma portuária para eficiência energética.
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Portos verdes: Perrini (CNI) afirma que o mar é uma infraestrutura natural e fonte econômica vital
Por Giulliano Martini — Em declaração articulada e baseada em dados, Angelo Domenico Perrini, presidente do Conselho Nacional dos Engenheiros (CNI), definiu o mar como uma verdadeira infraestrutura natural durante o evento "Porti verdi. Politiche di efficienza e sostenibilità energetica", promovido pelo CNI com Assoporti, o Consiglio Superiore dei Lavori Pubblici e a Ordem dos Engenheiros da província de Barletta-Andria-Trani.
Segundo Perrini, o mar não é apenas um horizonte geográfico: "é uma via de ligação com o mundo, uma risorsa che ha fatto la storia e rappresentato una grande fonte economica per le nostre comunità". A afirmação foi contextualizada com o trabalho desenvolvido pela conselheira Irene Sassetti e pelo coordenador do Grupo de Trabalho em engenharia marítima, Andrea Ferrante, cujo esforço, disse Perrini, se traduz em visão, continuidade e qualidade de resultados.
No mesmo encontro, o ministro Pichetto reiterou que "il settore portuale è al centro del disegno di legge di riforma, ora all'esame del Parlamento", destacando a prioridade política de remodelar o setor. Para o ministro, a reforma é um passo determinante para tornar a logística italiana e a economia marítima mais prósperas.
Perrini enfatizou a dimensão estratégica dos portos: a Itália é um país circundado pelo mar e, segundo o presidente do CNI, mais da metade das mercadorias transitam por nossas infraestruturas portuárias. Em um contexto geopolítico instável, a centralidade desses equipamentos não é um dado teórico, mas uma questão de segurança nacional. "O porto do futuro é uma plataforma onde energia, logística e digitalização convergem. Nessa fronteira, precisamos de engenheiros", afirmou, destacando a necessidade técnica e profissional para implementar as transformações necessárias.
Também presente ao evento, o ministro para a Proteção Civil e Políticas do Mar, Nello Musumeci, agradeceu o convite e sublinhou que o projeto Portos verdes — que prevê medidas de eficiência energética — é uma responsabilidade compartilhada entre autoridades portuárias, estruturas ministeriais, setor público e privado. "A competição não se joga apenas na redução das emissões, mas na capacidade de definir objetivos, programá-los e usar racionalmente os recursos", observou.
Musumeci citou relatório recente da Corte de Contas que mapeia a execução dos projetos financiados pelo PNRR. O documento mostra que, da meta inicial de 75 intervenções, atualmente estão em curso 68 projetos, com pouco mais de 170 milhões de euros comprometidos. "É um passo significativo, ainda que falte critério de homogeneidade e programação unitária", pontuou, vinculando essa lacuna ao motivo pelo qual a riforma dos portos em tramitação no Parlamento é necessária.
O encontro teve caráter técnico e de alinhamento político: tratou-se de um inventário de problemas e soluções concretas — do desenho dos investimentos à necessidade de normativas homogêneas. Em registros de apuração e cruzamento de fontes, ficou claro que a transição para portos mais verdes dependerá tanto de financiamento público quanto de modelos de cooperação público-privada e de uma engenharia capacitada para integrar energia, logística e digitalização.
Fatos brutos, sem retórica: a Itália precisa converter o potencial do mar em vantagem estratégica e econômica, assegurando que os projetos do Portos verdes avancem com critérios técnicos claros e governança unificada. O projeto de lei de reforma dos portos, agora em avaliação parlamentar, é apontado por autoridades e especialistas como o principal instrumento para conquistar essa meta.