Masciovecchio (CNI): ética e formação são essenciais para governar a IA, afirma em Trieste
Masciovecchio (CNI) defende que ética e formação devem guiar a governança da IA no 70º Congresso dos Engenheiros em Trieste.
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Masciovecchio (CNI): ética e formação são essenciais para governar a IA, afirma em Trieste
TRIESTE — Em participação no 70º Congresso Nacional dos Engenheiros, Elio Masciovecchio, vice‑presidente do Consiglio nazionale degli ingegneri, ressaltou a necessidade de alinhar ética e formação profissional às novas realidades trazidas pela inteligência artificial. O evento, com o tema 'Novas fronteiras, novas responsabilidades', ocorre de 22 a 25 de setembro no Generali Convention Center do Porto Vecchio, em Trieste.
Em apuração in loco e após cruzamento de fontes, Masciovecchio detalhou medidas já em curso no conselho e apontou ações urgentes para a coletividade profissional. Segundo o vice‑presidente, é preciso atualizar o código deontológico da categoria e adequar a formação contínua às tecnologias emergentes, para que os engenheiros atuem com segurança técnica e responsabilidade social.
"No painel em que participei, destaquei tudo o que estamos fazendo como Consiglio nazionale degli ingegneri e também o que precisamos fazer, a partir de hoje, como coletividade", declarou Masciovecchio. Ele enfatizou que a discussão não deve ficar restrita à técnica: "Falei também da relação entre ética e inovação, onde a ética deve estar sempre acima. É importante que a inovação esteja acessível a todos e, para isso, é necessário que todos sigam um desenho rigoroso que coloque o ser humano antes da máquina."
O recado é claro: a governança da inteligência artificial deve ser orientada por princípios que preservem direitos, segurança e transparência. Na avaliação do representante do conselho, medidas regulatórias internas — como a revisão do código de conduta profissional — caminham em paralelo com programas de capacitação que formem profissionais aptos a projetar, avaliar e supervisionar soluções baseadas em IA.
Do ponto de vista institucional, o posicionamento de Masciovecchio reflete uma tendência observada em vários países: o reconhecimento de que a tecnologia, por si só, não garante benefício coletivo sem normas éticas e formação adequada. O congresso reúne especialistas, gestores e profissionais para discutir responsabilidades e limites técnicos e jurídicos, consolidando Trieste como palco de um debate que alia inovação e governança.
Esta reportagem segue o princípio do cruzamento de fontes e da verificação técnica, oferecendo um raio‑X do discurso oficial apresentado no congresso. As propostas anunciadas pelo vice‑presidente indicam diretrizes práticas — atualização do código deontológico e reforço da formação — que poderão orientar a atuação dos engenheiros diante das novas aplicações de IA.
Em síntese, a mensagem transmitida no painel é de prudência ativa: promover a inovação sem desamparar a sociedade requer regras claras e formação contínua, com a ética colocando o ser humano como prioridade frente à máquina.

