Siisl: Ministério prepara obrigatoriedade de publicação de vagas para 'não deixar ninguém para trás', diz Piscopo

Piscopo detalha inclusão obrigatória de vagas no Siisl e diz que "não deixar ninguém para trás" será central na política do Ministério do Trabalho.

Siisl: Ministério prepara obrigatoriedade de publicação de vagas para 'não deixar ninguém para trás', diz Piscopo

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Siisl: Ministério prepara obrigatoriedade de publicação de vagas para 'não deixar ninguém para trás', diz Piscopo

Turim — Em discurso técnico e objetivo durante a mesa-redonda "L’eredità di Marco Biagi e il futuro del diritto del lavoro", realizada no evento "Dentro il futuro" e transmitida pela web TV dos consulentes do trabalho Diciottominuti, Andrea Piscopo, diretor-geral para a inovação e organização digital, estatística e pesquisa do Ministério do Trabalho e Políticas Sociais, detalhou a função e o alcance do ecosistema Siisl.

Segundo Piscopo, o Siisl foi concebido como um ponto de cruzamento entre necessidades dos cidadãos, empregadores e profissionais, com o objetivo claro de otimizar o encontro entre oferta e demanda no mercado de trabalho. "O que criamos é um ecossistema, o Siisl, que nasce de um 'incrocio' de bisogni e di necessità para dar os melhores serviços aos cidadãos, aos empregadores e aos profissionais", explicou o dirigente.

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O diretor enfatizou um princípio que, disse ele, já foi introduzido pelo ministro Calderone desde o G7 em Cagliari: a obrigação de não deixar ninguém para trás. "O homem deve estar no centro", afirmou Piscopo, ao defender políticas que vão além da mera assistência, privilegiando a reinserção no mercado por meio de formação contínua e de caráter previsivo — isto é, alinhada ao que o mercado exige hoje e deverá exigir amanhã.

Na prática, explicou Piscopo, o instrumento que fortalecerá esse princípio é a norma prevista no decreto de segurança adotado no final de 2025, que prevê a publicação das vacancy — as vagas de emprego — dentro da plataforma Siisl. A obrigatoriedade abrange também os empregadores que recorram a incentivos contributivos, além das comunicações obrigatórias já previstas.

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Sobre o trâmite da medida, Piscopo indicou que a norma encontra-se em fase de concertação com as Regiões e que "no dia 2 de abril muito seguramente iremos à Conferenza Unificata". "Muitas competências são do Ministério, mas há também competências regionais, por isso a fase de concertação é necessária para encontrar a composição adequada da norma", explicou.

O diretor vinculou a exigência de publicar as vacancy ao legado intelectual do professor Marco Biagi: um mercado de trabalho é mais equitativo e inclusivo quando as ofertas são circulares e públicas, permitindo máxima publicidade e, consequentemente, maiores chances de recolocação. "Quanto mais publicidade no mundo do trabalho tivermos, mais possibilidades de reinserção há e mais os empregadores encontrarão o pessoal que lhes falta", afirmou Piscopo.

Para além do aspecto operacional, Piscopo destacou o papel do Siisl como ferramenta para antecipar tendências e gerir potenciais criticidades: "Isso nos permitirá governar eventuais criticidades e entender como intervir para superá-las". A proposta, acrescentou, é garantir uma difusão e utilização das ofertas de trabalho de maneira cada vez mais eficaz e pervasiva, em alinhamento com a visão de modernização do mercado laboral.

Relato com base em apuração no evento e cruzamento de fontes institucionais: os fatos brutos apresentados por Piscopo confirmam a intenção do Ministério de integrar a gestão de vagas numa plataforma nacional como medida estruturante para melhorar a circulação de oportunidades laborais e apoiar políticas ativas de emprego.

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