Tor Vergata adere à iniciativa Università per Giulio Regeni e reafirma defesa da liberdade da pesquisa

Tor Vergata adere a 'Università per Giulio Regeni' e debate a liberdade da pesquisa no 10º aniversário do desaparecimento de Giulio Regeni.

Tor Vergata adere à iniciativa Università per Giulio Regeni e reafirma defesa da liberdade da pesquisa

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Tor Vergata adere à iniciativa Università per Giulio Regeni e reafirma defesa da liberdade da pesquisa

Roma, 5 de maio de 2026 — Em ato institucional realizado no Auditorium Ennio Morricone, na Macroarea de Lettere e Filosofia, a Università degli Studi di Roma Tor Vergata aderiu hoje à iniciativa nacional Le Università per Giulio Regeni, promovida pela senadora vitalícia e cientista Elena Cattaneo, por ocasião do décimo aniversário do desaparecimento do jovem pesquisador no Egito.

O encontro, dedicado ao tema da liberdade da pesquisa, foi organizado, coordenado e animado por Lucia Ceci, pró-reitora de Comunicação do ateneo. A abertura contou com saudações institucionais do reitor Nathan Levialdi Ghiron e da diretora-geral Silvia Quattrociocche, que precederam a intervenção do autor e apresentador televisivo Diego Bianchi.

Falando a uma plateia composta por universitários e por jovens de ensino médio, Bianchi advertiu para o risco da normalização dos crimes: “O mensagem mais importante é não nos acostumarmos à normalidade do mal, porque esse é o risco quando se conta uma história como a de Giulio Regeni”. Ele enfatizou a relação entre a trajetória do pesquisador e os valores que sustentam a academia: liberdade, investigação e busca de verdade e justiça.

“A história de Giulio está ligada ao mundo universitário, à pesquisa, à liberdade e também — infelizmente — a uma nebulosa de mistérios que, por vezes, envolvem investigações duradouras”, disse Bianchi. Segundo ele, a busca por verdade e justiça não pode ficar restrita aos familiares; é uma exigência que deveria mobilizar toda a sociedade e as instituições.

O reitor Nathan Levialdi Ghiron destacou o papel específico das universidades na preservação de direitos e na defesa da liberdade intelectual: “A vicenda di Giulio Regeni nos interpela com força. Fazer pesquisa não é apenas produzir conhecimento; é exercer liberdade, responsabilidade e coragem. A liberdade de colocar perguntas, de investigar contextos complexos e de atravessar fronteiras culturais e políticas é central — e sabemos que, em algumas regiões do mundo, isso pode implicar riscos severos.”

Levialdi Ghiron reforçou o dever institucional de não considerar garantidos direitos fundamentais que sustentam o trabalho acadêmico: “A liberdade acadêmica é um valor essencial, mas não é universal nem assegurada para todos. Por isso momentos como este são cruciais: mantêm viva a atenção pública, constroem consciência e reforçam nosso compromisso contínuo.”

O ato em Tor Vergata serviu também para reconhecer o percurso pessoal e profissional de Giulio Regeni — sua paixão pela pesquisa e dedicação aos estudos — e para afirmar que sua história não deve ser reduzida a símbolos vazios. Membros da comunidade acadêmica presentes reclamaram a necessidade de prosseguir na exigência por verdade e justiça, mantendo o tema no centro da agenda institucional.

Ao fim do evento, ficou claro o objetivo público e institucional: transformar a recordação em compromisso prático, preservando a memória de Giulio Regeni como referência para a defesa dos direitos de quem pesquisa e para a proteção da liberdade intelectual no campo universitário.

Apuração e relato direto de Roma; cruzamento de fontes institucionais e depoimentos públicos do evento.