Escavações sob a Casa del Jazz em Roma são concluídas: nenhum vestígio humano encontrado

Escavações sob a Casa del Jazz em Roma chegam a 25 m, mas peritos não encontraram vestígios humanos. Resultados encerram investigação local.

Escavações sob a Casa del Jazz em Roma são concluídas: nenhum vestígio humano encontrado

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Escavações sob a Casa del Jazz em Roma são concluídas: nenhum vestígio humano encontrado

Roma — Após dias de trabalho subterrâneo, as escavações realizadas sob a Casa del Jazz, no bairro Ostiense, foram oficialmente concluídas. As operações alcançaram um total de 25 metros de túneis, resultado da extensão de 15 metros a partir do ponto já identificado por espeleólogos e da conexão adicional de 10 metros com galerias que partiam de um campo esportivo. Apesar da profundidade alcançada e do emprego de equipes técnicas especializadas, não foram encontrados elementos que avancem investigações em casos históricos de desaparecimentos.

O local, antes conhecido como Villa Osio — residência histórica de Enrico Nicoletti, apontado como tesoureiro do grupo conhecido como Banda della Magliana — foi vistoriado por peritos da Polizia Scientifica e do RIS. Segundo o prefetto de Roma, Lamberto Giannini, presente na conferência de encerramento realizada em Palazzo Valentini, as análises não revelaram vestígios humanos. "Foram identificados apenas restos de animais e alguns objetos de uso comum", afirmou Giannini, sublinhando o caráter exaustivo das buscas: "Riteniamo di non aver trascurato nulla".

As pesquisas abrangeram ainda um poço enterrado e uma estrutura de serviço nas imediações, com inspeções minuciosas feitas por especialistas forenses. Nenhuma evidência com relevância investigativa emergiu dessas frentes. O balanço oficial foi enfático: "Non sono stati rinvenuti elementi che hanno portato novità rilevanti da un punto di vista investigativo".

As ações tiveram forte carga simbólica e processual. A investigação buscou, entre outros objetivos, verificar hipóteses que ligaram a Banda della Magliana a episódios não esclarecidos na história italiana contemporânea: do desaparecimento do magistrado Paolo Adinolfi ao caso da jovem Emanuela Orlandi. Na conferência estava presente o juiz Guglielmo Muntoni, que acompanhou os trabalhos, além do ex-prefetto D'Angelo, do filho do juiz Adinolfi, Lorenzo, e do irmão de Emanuela, Pietro Orlandi.

Em suas declarações, Muntoni descreveu um misto de alívio e lamento: "Delusione no, perché quanto meno non abbiamo l’angoscia che ci potesse essere quello che pensavamo", reconhecendo que a hipótese pesquisada era apenas uma das muitas que permearam a investigação ao longo de três décadas. Ao mesmo tempo, admitiu o desapontamento por não encontrar elementos novos que pudessem esclarecer a história das galerias e suas possíveis conexões.

Do ponto de vista técnico, as escavações seguiram padrões de investigação forense e arqueológica, com cruzamento de fontes, perícias antropológicas e análise laboratorial de quaisquer fragmentos recolhidos. Uma antropóloga consultada durante as inspeções confirmou a atribuição óssea a espécies animais, descartando identificação humana.

O encerramento formal dos trabalhos não significa, contudo, o fim das perguntas. Autoridades reforçaram que a iniciativa teve motivação de "dovere di civiltà giuridica": era imprescindível esgotar essa linha de investigação para dissipar dúvidas que já se arrastavam por décadas. Resta agora o resultado objetivo dos exames: um capítulo de buscas técnicas concluído sem achados que modifiquem o quadro investigativo dos casos emblemáticos associados à área.

Esta apuração foi feita com rigor técnico, apuração in loco e cruzamento de fontes com especialistas institucionais, entregando um relatório final que, apesar de não trazer novidades investigativas, encerra uma etapa necessária na tentativa de responder a interrogações históricas.