Ex-namorado de Pamela Genini, Francesco Dolci, é investigado por profanação e furto no cemitério de Strozza
Ex-namorado de Pamela Genini, Francesco Dolci, é indiciado por vilipêndio de cadáver e furto na investigação da profanação no cemitério de Strozza.
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Ex-namorado de Pamela Genini, Francesco Dolci, é investigado por profanação e furto no cemitério de Strozza
Em novo desdobramento da investigação sobre a profanação do corpo de Pamela Genini, o empresário foi formalmente indicado como investigado: Francesco Dolci, 41 anos, aparece agora indiciado por vilipêndio de cadáver e furto. A suspeita refere-se à profanação ocorrida no cemitério de Strozza, onde foi localizado o corpo da jovem de 22 anos assassinada em Milão no dia 14 de outubro.
Dolci prestou esclarecimentos na sede do comando provincial dos carabinieri de Bergamo, na presença de sua advogada. O interrogatório ocorreu sob a coordenação do procurador Giancarlo Mancusi e dos militares do Reparto Investigativo. Três semanas antes, o mesmo homem já havia sido ouvido pelos investigadores do Nucleo Investigativo por várias horas, mas naquela ocasião na condição de pessoa informada sobre os fatos.
O caso tem como principal imputado pelo homicídio o companheiro da vítima, Gianluca Soncin. Segundo o levantamento das autoridades, Soncin teria entrado no apartamento de Pamela usando uma cópia das chaves obtida em segredo cerca de uma semana antes do crime. A agressão ocorreu no balcão do imóvel: a vítima foi golpeada com mais de 30 facadas, entre elas três que atingiram o coração e foram consideradas letais. Vizinhos que presenciaram a cena acionaram a polícia imediatamente. Pamela estava ao telefone com um ex-namorado no momento do ataque, relatando o medo e as perseguições atribuídas a Soncin.
Soncin foi detido logo após o crime, acusado de homicídio voluntário premeditado. Com a nova linha de investigação sobre a profanação do túmulo em Strozza, as apurações agora incluem não apenas o episódio do homicídio em Milão, mas também eventos posteriores que configurariam crimes contra o respeito aos mortos, além de eventuais subtrações associadas à profanação.
Fontes oficiais informam que os trabalhos periciais seguem em andamento, com análise de vestígios e confronto de depoimentos. A mudança de condição processual de Francesco Dolci — de testemunha ou pessoa com informação para indiciado — implica a possibilidade de medidas cautelares adicionais e aprofundamento das diligências nesta fase. Os investigadores destacam que os inquéritos prosseguem sob sigilo e que novos elementos poderão surgir com as inspeções técnicas no cemitério e com o exame de comunicações telefônicas e digitais.
Do ponto de vista jurídico, os delitos de vilipêndio de cadáver e furto acarretam penas severas, e a inclusão dessa hipótese no processo amplia o arco de responsabilizações além do crime de homicídio já imputado a Soncin. As autoridades recomendam cautela sobre especulações até a conclusão das perícias e do trabalho probatório.
Esta reportagem é fruto de apuração direta e cruzamento de informações junto ao comando provincial dos carabinieri de Bergamo e às fontes do Ministério Público. Acompanhar-se-á o desdobrar do caso com atualização imediata a cada novo ato processual.