Explosão em casarão abandonado no Parco degli Acquedotti, em Roma, mata dois ligados a grupo anarquista

Explosão em casarão abandonado no Parco degli Acquedotti, Roma, deixa dois mortos. Investigações apontam possível manuseio de ordigno e ligação a grupo anarquista.

Explosão em casarão abandonado no Parco degli Acquedotti, em Roma, mata dois ligados a grupo anarquista

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Explosão em casarão abandonado no Parco degli Acquedotti, em Roma, mata dois ligados a grupo anarquista

Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes: os Bombeiros de Roma responderam ao colapso de um casarão abandonado no Parco degli Acquedotti, na zona de Capannelle. No local, foram encontrados os corpos sem vida de duas pessoas — um homem e uma mulher — durante operações que continuam para descartar a presença de outras vítimas, com o emprego de unidades cinófilas e equipes USAR (urban search and rescue) para buscas entre os escombros.

As vítimas foram identificadas como Alessandro Mercogliano e Sara Ardizzone, ambas associadas ao chamado grupo Cospito, segundo fontes da investigação. Entre as hipóteses consideradas pela polícia, coordenada pela procura de Roma, está a de que os dois estivessem manuseando um ordigno no momento da explosão.

Investigadores avaliam cenários que incluem alvos próximos, como a malha ferroviária localizada nos arredores do chamado 'Casale del Sellaretto' e possíveis instalações do grupo Leonardo. Outra linha de apuração liga o episódio a um eventual relançamento da campanha de apoio ao anarquista Alfredo Cospito, cujo regime de detenção em regime de 41 bis encerra em maio, e à manifestação pró-Pal prevista para o próximo fim de semana.

Até o momento, a procura abriu um fascículo sem indiciados, e apurações continuam para esclarecer responsabilidades e dinâmica dos fatos. Os peritos trabalham para determinar se a explosão foi causada por um artefato ou por outro fator interno ao imóvel.

Na esteira do ocorrido, o Ministério do Interior convocou o Comitê de Análise Estratégica Antiterrorismo (C.A.S.A.) no Viminale, presidido pelo ministro do Interior Matteo Piantedosi. A reunião buscou avaliar riscos e medidas preventivas diante do episódio.

Repercussão política: o vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores Antonio Tajani declarou ao Tg4 que “há um clima de tensão que anarquistas e militantes de extrema esquerda querem manter” e que “tudo leva a pensar na preparação de um atentado”, afirmando a necessidade de manter a guarda alta e investir em prevenção.

Relato técnico e próximos passos: equipes de engenharia forense e especialistas em desativação de explosivos foram acionados para uma análise aprofundada. Em campo, a prioridade é a perícia das cenas, a coleta de vestígios e o exame dos destroços, com o objetivo de reconstruir o evento sem conjecturas. A apuração prossegue sob supervisão da procura de Roma, com atualizações previstas à medida que laudos e depoimentos forem incorporados ao inquérito.

Este texto será atualizado assim que novos elementos oficiais forem liberados. Raio-x do cotidiano: fatos brutos, verificados e relatados com precisão.