Família Caliendo acusa Hospital Monaldi de negligência comunicacional e exige ressarcimento após morte de Domenico

Família de Domenico acusa hospital Monaldi de negligência comunicacional e pede ressarcimento de 3 milhões após morte do menino. Direção responde que avalia proposta.

Família Caliendo acusa Hospital Monaldi de negligência comunicacional e exige ressarcimento após morte de Domenico

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Família Caliendo acusa Hospital Monaldi de negligência comunicacional e exige ressarcimento após morte de Domenico

Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes. A família do menino Domenico, de dois anos, morreu no dia 21 de fevereiro no presidio hospitalar Monaldi. A disputa entre os parentes e a dirigência da Azienda Ospedaliera dei Colli abriu uma fratura institucional que permanece sem conciliação.

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Em carta aberta enviada por meio de PEC ao presidente da Região Campania, assinada pelo advogado Francesco Petruzzi, a família descreve um quadro de “gelo institucional”, com “carenças e falta de humanidade” que, segundo a petição, marcaram tanto a fase clínica — que incluiu um transplante de coração realizado em 23 de dezembro — quanto o período subsequente ao falecimento.

“Escrevo em nome da família Caliendo-Mercolino para tirar do silêncio o tratamento que vem sofrendo. O padrão comunicativo foi totalmente deficitário, sem linearidade e alheio a qualquer forma de humanidade”, registra a missiva do advogado. Segundo a peça jurídica, o impasse não se limita ao resultado clínico do procedimento, mas atinge a gestão do relacionamento com os familiares.

Conforme a reconstrução apresentada pelos advogados, o hospital teria recebido uma proposta estragiudicial, enviada por PEC com o objetivo de evitar a sobreposição entre a esfera civil e o procedimento penal em curso. A família afirmou que a proposta foi ignorada pela instituição e caracterizou a continuidade da postura da direção como “indiferente, opaca e institucionalmente surda”.

O pedido de ressarcimento — um direito previsto pelo Estado em casos de graves erros médicos — gerou tensão adicional depois que a direção do Monaldi teria apresentado, no mesmo período, uma iniciativa simbólica: convidar os pais a plantar uma árvore no interior do hospital em memória do filho. A oferta, segundo a família, foi recebida com indignação e classificada como inoportuna diante das demandas por clareza e responsabilidade.

Os pais solicitaram formalmente a demissão da dirigência e pedem o envolvimento do presidente da Região para o exercício de poderes de vigilância sobre a empresa hospitalar.

A resposta da direção geral, assinada pela diretora Anna Iervolino, confirma o recebimento da proposta estragiudicial, mas ressalta pontos críticos: a proposta, enviada no dia seguinte ao funeral, foi apresentada como reservada, com uma requisição de 3.000.000 euros e em termos declaradamente não negociáveis. A nota hospitalar justificou a ausência de resposta imediata pela necessidade de aprofundadas avaliações técnicas e jurídicas.

O caso permanece sob a sobreposição de esferas: a família busca responsabilização e ressarcimento no plano civil, enquanto as investigações penais prosseguem. Faço o registro de que, até o momento, não houve acordo entre as partes e a tensão institucional segue sem arrefecer. Continuarei acompanhando a apuração e o desenlace dos procedimentos com o rigor e a checagem de praxe.

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