Guarda Costeira retira 300 m de redes-fantasma em Ischia para proteger o ecossistema marinho
Guarda Costeira retira 300 m de redes-fantasma em Ischia; operação da Nave Gregoretti preserva ecossistema e reduz poluição plástica marinha.
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Guarda Costeira retira 300 m de redes-fantasma em Ischia para proteger o ecossistema marinho
Em ação coordenada no litoral de Ischia, a Guarda Costeira removeu nos dias 11 e 12 de março de 2026 uma extensa rede-fantasma que estava abandonada no leito marinho desde maio de 2025. A operação foi conduzida pela embarcação Nave Gregoretti juntamente com o núcleo de operadores subaquáticos da corporação, em colaboração com o Reparto Ambientale Marino do Ministério do Ambiente, a Área Marinha Protegida Regno di Nettuno di Ischia e o ISPRA.
O artefato retirado trata-se de uma rede de cerco de aproximadamente 300 metros lineares, do tipo utilizado pela pesca industrial para cercar cardumes. Identificada inicialmente pela equipe da AMP Regno di Nettuno em maio de 2025, a rede-fantasma permaneceu no fundo até a ação de remoção, representando risco contínuo para fauna e habitats marinhos.
Por definição, as redes fantasmas incluem redes perdidas ou abandonadas, assim como linhas, anzóis e outros apetrechos de pesca que continuam a capturar e a ferir animais. Permanecendo nos fundos, esses equipamentos podem enredar peixes, tartarugas, cetáceos e danificar corais e fanerógamas marinhas. Além do aprisionamento direto, as redes, amplamente compostas por polímeros plásticos, liberam partículas poluentes e contribuem para a degradação da tridimensionalidade do substrato bentônico: impulsionadas pelas correntes, elas envolvem e abrem feridas em organismos sesséis.
«As áreas marinhas protegidas são reservatórios destinados a facilitar o repovoamento das espécies. Quem pesca nessas zonas não só prejudica o ambiente e os outros usuários, como compromete a sua própria atividade futura, pois reduz o estoque reprodutivo», afirmou Antonino Miccio, diretor da AMP Regno di Nettuno de Ischia.
A ação da Guarda Costeira ilustra o papel multifacetado da instituição italiana, composta por cerca de 11.000 profissionais distribuídos em mais de 280 comandos territoriais. Além do salvamento marítimo, a corporação exerce vigilância sobre a navegação, a cadeia da pesca, a proteção do meio marinho e o patrimônio arqueológico submerso, apoiada por capacidades aeronavais e especializadas, como operadores subaquáticos e peritos ambientais.
«Esta operação é o ponto de chegada de um trabalho prolongado e demonstra que a sinergia entre instituições traz resultados concretos: retiramos do mar um elemento que ameaçava o habitat e o equilíbrio do ecossistema», declarou o Capitão de Corveta Salvatore Francesco Malaponti, responsável pela missão na Nave Gregoretti.
Do ponto de vista técnico e de gestão ambiental, a remoção de redes abandonadas é ação imprescindível para restaurar a liberdade funcional dos ecossistemas costeiros e reduzir fontes contínuas de microplástico. A operação em Ischia reforça a necessidade de monitoramento regular das áreas protegidas, fiscalização eficaz da atividade pesqueira e programas de recolha e reciclagem dos apetrechos de pesca.
O episódio serve como alerta: a presença de redes-fantasma é um problema persistente que exige resposta coordenada entre organismos locais, nacionais e instituições científicas. A intervenção da Nave Gregoretti devolveu ao mar parte de sua capacidade de recuperação — mas a prevenção, via gestão sustentável da pesca e vigilância contínua, permanece como medida prioritária.