Hantavírus: Ministério da Saúde italiano garante 'nenhum perigo' e adota quarentena de 42 dias para contatos de alto risco
Ministério da Saúde italiano afirma 'nenhum perigo' por hantavírus; circular determina quarentena de 42 dias para contatos de alto risco e monitoramento contínuo.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Hantavírus: Ministério da Saúde italiano garante 'nenhum perigo' e adota quarentena de 42 dias para contatos de alto risco
ROMA — Em declaração a jornalistas durante as celebrações da Giornata nazionale dell'infermiere, o ministro da Saúde, Orazio Schillaci, afirmou que, no que diz respeito ao Hantavírus, a situação na Itália é de "absoluta tranquilidade". Schillaci informou que as quatro pessoas que tiveram contato com a paciente identificada em um voo estão sendo acompanhadas com atenção e reiterou que "não há nenhum perigo" para a população no momento.
Ao ser questionado sobre rumores de uma possível saída do país da OMS, Schillaci foi curto: "Que saída da OMS...". A declaração reforça a postura oficial de evitar alarmismo enquanto se mantêm as rotinas de vigilância epidemiológica.
Paralelamente às manifestações públicas, o Ministério da Saúde emitiu uma circular dirigida às Regiões e aos escritórios de fronteira com orientações claras sobre o acompanhamento de eventuais exposições. O documento, assinado pelo chefe de departamento da Prevenção, Maria Rosaria Campitiello, e pelo diretor da Prevenção, Sergio Iavicoli, prevê que o ministério "continuará a monitorar constantemente a evolução do quadro epidemiológico internacional, em coordenação com organismos nacionais, europeus e internacionais competentes" e se reserva a adotar novas medidas conforme surjam evidências técnico-científicas.
A circular recomenda uma quarentena fiduciária de 42 dias (seis semanas) para os contatos de alto risco — definição que abrange não só passageiros de navios de cruzeiro que tenham estado próximos a um caso confirmado, mas também ocupantes de aeronaves sentados na mesma fila e em até duas filas em todas as direções em voos com duração superior a seis horas quando ligados a um caso confirmado de contágio.
Para esses contactos de alto risco são prescritas medidas operacionais específicas: permanecer em ambiente próprio, manter distância mínima de dois metros dos demais membros da família, não partilhar utensílios, garantir ventilação adequada dos espaços, além de evitar transporte público e voos comerciais. O acompanhamento inclui monitoramento diário dos sintomas pela autoridade sanitária local no local de residência, com duração de até 42 dias a partir da última exposição. Em caso de aparecimento de sinais clínicos, está prevista manutenção do isolamento, notificação às autoridades sanitárias, avaliação médica e colheita de amostras para testes.
As Regiões e empresas de saúde pública foram instruídas a iniciar vigilância ativa diária nos casos de alto risco, informar os expostos sobre as medidas de higiene respiratória e fornecer uma lista detalhada de sintomas a serem observados. Para os contatos classificados como de baixo risco — isto é, pessoas que não tiveram contato direto ou prolongado com um caso provável ou confirmado — a orientação é para vigilância passiva: continuar as atividades habituais, mas monitorar qualquer sintoma e contatar serviços de saúde em caso de alteração do estado clínico.
O documento também menciona, de forma técnica, a referência ao ANDV (Hantavírus Andes) como provável agente em cenários similares, assunto que segue em avaliação pelas autoridades de saúde. A linha oficial é de contenção e transparência: medidas proporcionais, rastreamento de contatos e comunicação pública objetiva, com ênfase no acompanhamento científico e na coordenação internacional.
Em resumo, a mensagem do governo e das autoridades sanitárias é de calma responsiva: existe vigilância reforçada e protocolos operacionais em curso, mas, conforme reiterado pelo ministro, não há, neste momento, risco generalizado para a população italiana.