Juiz fixa prazos para produção de provas no caso D4vd; defesa pressiona pela apresentação pública do material
Juiz define prazos para apresentação de provas no caso D4vd; defesa exige divulgação do material encontrado, incluindo arquivos em iCloud ligados ao acusado.
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Juiz fixa prazos para produção de provas no caso D4vd; defesa pressiona pela apresentação pública do material
O processo contra o cantor conhecido como D4vd, cujo nome verdadeiro é David Burke, avançou no tribunal em meio a novos detalhes extraídos do relatório de autópsia da vítima, a adolescente Celeste Rivas Hernandez. Em audiência realizada nesta quinta-feira, a defesa cobrou que a acusação entregue de maneira rápida e completa as provas que sustentam a denúncia de homicídio e abusos sexuais.
Segundo o laudo do legista do condado de Los Angeles, publicado em 22 de abril, a jovem de 14 anos sofreu ferimentos por penetração que levaram à morte. O relatório descreve lesões significativas no torso compatíveis com um objeto pontiagudo; o corpo foi encontrado em estado de decomposição e parcialmente desmembrado, a ponto de os peritos não conseguirem sequer determinar a cor dos olhos da vítima. Um juiz havia determinado que o conteúdo do laudo ficasse sob sigilo por meses, a pedido das autoridades responsáveis pela investigação.
Em juízo, os defensores de D4vd exercitaram um instrumento processual previsto na legislação da Califórnia: requerer que um juiz examine, em prazo abreviado, se há provas suficientes para levar o caso a júri. A estratégia permite que o próprio magistrado decida, em até dez dias úteis a partir da apresentação em audiência, se a acusação tem base probatória para seguir adiante.
O jovem de 21 anos foi preso sob a acusação de homicídio de primeiro grau e se declarou inocente. Conforme a peça acusatória, Burke teria mantido uma relação sexual com a vítima desde que ela tinha 13 anos e a teria matado depois que ela ameaçou denunciar a relação. A promotoria afirma ainda que o corpo foi desmembrado aproximadamente duas semanas após o crime.
O juiz fixou o prazo para a entrega formal das provas pela acusação até 29 de abril. A audiência preliminar, na qual as provas serão examinadas em audiência pública, foi marcada para 1º de maio. Nessa fase processual, cabe ao magistrado avaliar o conjunto probatório apresentado pela promotoria e decidir se há elementos suficientes para levar o caso a julgamento.
A defesa tem pressionado para que a promotoria apresente publicamente todo o material disponível, alegando necessidade de exame completo dos elementos por parte do réu e do julgador. A acusação, por sua vez, indica que parte do material — segundo relatórios preliminares, incluindo conteúdo eletrônico encontrado em uma conta de iCloud — faz parte das provas que embasam as imputações, e solicitou custódia e tratamento cauteloso para preservar a integridade da investigação.
Fontes oficiais confirmaram que os autos contêm referência a “muito material pedopornográfico” encontrado em armazenamento digital associado ao acusado; o conteúdo e a extensão desse material permanecem sob avaliação pericial e sujeitos a decisões judiciais sobre acesso e divulgação.
Até o momento, as partes seguem em litígio sobre o escopo de produção e exame das provas. O caso segue sob rigor processual, com prazos judiciais estabelecidos e a garantia, prevista em lei, de que o réu seja considerado inocente até eventual condenação definitiva.
Apuração em andamento: esta reportagem será atualizada após as decisões previstas para 29 de abril e 1º de maio, quando o tribunal deverá tornar público o exame inicial das provas.