Mario Adinolfi em prisão domiciliar: 'Sou totalmente inocente', afirma o ex-parlamentar
Mario Adinolfi nega acusações após prisão domiciliar por fraude e evasão fiscal; critica vazamentos e uso de tornozeleira eletrônica.
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Mario Adinolfi em prisão domiciliar: 'Sou totalmente inocente', afirma o ex-parlamentar
Em nota extensa divulgada hoje, Mario Adinolfi reafirma sua inocência após ter sido colocado sob prisão domiciliar pela acusação de fraude e evasão fiscal. 'Ai giudici posso solo dire: sono totalmente innocente', escreve o ex-parlamentar, retomando a linha de defesa desde a decisão judicial.
Adinolfi agradece mensagens de apoio vindas 'de amigos e também de alguns avversários' e diz viver 'com a serenidade che mi giunge dalla fede', descrevendo a situação como 'uma vicenda surreale' na qual, segundo ele, há 'una ingiustizia grave' contra sua família. Na nota, recorre à imagem bíblica: 'Dio quando vuole mostrare la regalità di Davide non gli manda una corona, gli manda Golia', para justificar sua resistência diante do que qualifica de ataque desproporcional.
O dirigente político critica, com ênfase jornalística, a divulgação do conteúdo processual antes do término das investigações preliminares. Segundo Adinolfi, houve 'violazione istantanea del segreto istruttorio', com 'la diffusione ai media di ogni dettaglio delle carte', prática que, na sua leitura, compromete o princípio do sigilo investigativo e prejudica a imparcialidade do devido processo.
Outra queixa central do comunicado é o uso de um braccialetto elettronico — monitor eletrônico — que, de acordo com o ex-parlamentar, em Roma costuma ser reservado a autores de crimes violentos. Ele lista ainda episódios de cobertura midiática que o teriam dado como culpado sem o uso do condicional e acusa programas televisivos de terem adotado 'pattern' que, em sua avaliação, já arruinaram vidas no passado, citando nominalmente a emissora que divulgou reportagens sobre o caso.
Adinolfi admite publicamente que participa de atividades de jogo há décadas: 'Sì, gioco da decennie', e descreve o mecanismo como coletivo e condicional, referindo-se a conceitos do direito italiano — 'obbligazioni naturali non ripetibili'. Afirma, contudo, que nunca se enriqueceu às custas de terceiros.
Em relação às alegações de ostentação — compras de relógios de luxo, obras de arte, embarcações, lingotes de ouro e viagens às Maldivas e ao Egito — o líder do Popolo della Famiglia nega categoricamente. 'É tão difícil verificar que jamais estive nas Maldive o in Egitto? Que não possuo e nunca possuí iatch privados nem quadri o lingotti?' Ele diz que existem milhares de fotos e vídeos de eventos públicos que demonstrariam a ausência de bens de luxo e suspendem as acusações midiáticas.
Sobre a ação policial, Adinolfi relata '14 ore di perquisizione' em sua residência, com apreensão de apenas 'due fogli di carta e un bancomat'. 'Ecco il lusso che hanno trovato. Vivo da monaco, senza vizi', ironiza, reforçando que seu estilo de vida é 'morigerado' e apelando aos jornalistas para questionarem 'tempistiche, mandanti e modalità ipermediatiche' desta investigação.
O comunicado encerra com a promessa de esgotar as vias de defesa e manter confiança na justiça: 'Io tenterò di mantenere la fiducia nella giustizia', afirma Adinolfi, enquanto o processo e as apurações preliminares seguem em curso. O caso permanece sob sigilo em pontos cruciais, e fontes judiciais confirmam que novas diligências podem ser determinadas nas próximas horas.
Apuração em campo e cruzamento de fontes continuam. Reportagem atualizada à medida que novos documentos e decisões forem oficialmente divulgados.