Misterbianco: morre Alessandra Bruno, 49, atacada a marteladas pelo marido — caso reclassificado como feminicídio
Alessandra Bruno, 49, morreu após ser atacada a marteladas em Misterbianco; marido preso e caso reclassificado como feminicídio. Autópsia pendente.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Misterbianco: morre Alessandra Bruno, 49, atacada a marteladas pelo marido — caso reclassificado como feminicídio
Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes. Faleceu na tarde de segunda-feira, 1º de junho, no ospedale Garibaldi Centro de Catania, Alessandra Bruno, 49 anos, vítima de um ataque com um martelo no domicílio conjugal em Misterbianco. A mulher estava internada em reanimação por dois dias em condições críticas após ter sido encontrada com uma grave ferida craniana.
O episódio ocorreu na noite entre sexta-feira, 30 de maio, e sábado, 31 de maio. Segundo a investigação preliminar, uma das filhas do casal localizou a mãe caída e sem sinais de consciência na residência situada em via delle Rose, no bairro periférico de Belsito, e acionou o serviço de emergência (112). As equipes médicas transportaram Alessandra Bruno em caráter de urgência para o Garibaldi Centro, onde permaneceu em estado de agonia até o óbito.
Imediatamente após o chamado, os carabinieri de Misterbianco e do Nucleo Radiomobile di Catania chegaram ao endereço e prenderam em flagrante o marido, de 53 anos. Inicialmente, a autoridade policial imputou ao suspeito a acusação de tentativa de homicídio — no autos, qualificada como tentativa de feminicídio. O juiz de garantia (GIP) validou a prisão e determinou a custódia cautelar em cárcere, conforme pedido da Procuradoria.
Com o agravamento do episódio, após o falecimento da vítima, a equipe da Procuradoria reclassificou o crime para feminicídio agravado. A medida foi adotada pelas procuradoras responsáveis pela área de proteção às vítimas vulneráveis, Liliana Todaro (procuradora adjunta) e a substituta Valentina Margio, que acompanhavam o caso e tomaram as providências jurídicas cabíveis.
O casal deixa quatro filhos — dois maiores e dois menores. Fontes da investigação informam que, até o presente momento, nenhum dos filhos teria presenciado diretamente a agressão; a filha que encontrou a mãe estava no interior da casa quando fez o alerta às autoridades. As forças policiais continuam as apurações para reconstituir a dinâmica dos fatos, localizar eventuais episódios pré-existentes de violência doméstica e coletar elementos para o inquérito criminal.
O corpo de Alessandra Bruno encontra-se à disposição da autoridade judiciária, aguardando o exame de autópsia que deverá esclarecer a extensão das lesões e contribuir com laudos periciais para a instrução do processo. A investigação dos carabinieri segue em andamento, com perícias técnicas e oitivas programadas, enquanto o preso permanece em regime de custódia.
Registro técnico: trata-se de um caso que reforça a necessidade de mecanismos mais efetivos de proteção às vítimas e de protocolos de intervenção precoce em contextos de violência doméstica. Continuaremos o acompanhamento jornalístico do processo, com atualização sobre o andamento das diligências, a realização da autópsia e as medidas judiciais subsequentes.