Modena: El Koudri emudece ao juiz; procuradoria não atribui agravante de terrorismo
Em Modena, Salim El Koudri permaneceu em silêncio diante do juiz; procuradoria não atribuiu agravante de terrorismo e investigações seguem com perícia no celular.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Modena: El Koudri emudece ao juiz; procuradoria não atribui agravante de terrorismo
Em apuração in loco e após cruzamento de fontes, consta que Salim El Koudri Compareceu hoje à audiência di convalida diante do giudice per le indagini preliminari, mas manteve-se em silêncio. Não respondeu às perguntas sobre os fatos de sábado, 16 de maio, quando, em Modena, teria avançado com o veículo contra pedestres, ferindo sete pessoas — quatro em estado grave.
Ao juiz, contudo, o investigado forneceu os códigos de desbloqueio do telefone celular. O aparelho será submetido a perícia para aprofundar a investigação sobre a personalidade e o passado do jovem. Foi solicitada pela procura de Modena a convalidação da prisão e a custódia em prisão preventiva; a decisão do gip é aguardada ainda nesta jornada.
Importante frisar o quadro processual: a procuradoria não atribuiu, por ora, a agravante de terrorismo, nem a de ódio racial, tampouco a qualificadora da premeditação. "No momento, lhe são imputadas apenas as lesioni gravissime", declarou o advogado Fabio Giannelli à saída do estabelecimento prisional de Modena. El Koudri permanece em regime de isolamento.
O defensor pediu uma visita médica e afirmou esperar que sejam prescritos medicamentos capazes de estabilizar o cliente, favorecendo sua colaboração com a justiça. "Ele mostrou-se mais lúcido do que ontem", relatou Giannelli, acrescentando que El Koudri havia pedido cigarros e que aguarda a visita dos pais. "Ele disse ‘esperiamo, voglio esser pronto’", contou o advogado, reproduzindo palavras do assistido.
Sobre a ausência de enquadramento por premeditação, o advogado explicou que ainda não há elementos claros sobre o que teria desencadeado o gesto: "é um ato horrendo, mas ninguém, por ora, sabe o que se passou na mente dele; serão os peritos psiquiátricos forenses a determinar isso". Giannelli confirmou que avalia a solicitação de perizia psichiatrica e reiterou a necessidade de retomada de terapia farmacológica que estabilize o paciente antes de um interrogatório frutífero.
Do ponto de vista investigativo, emergem indícios de distúrbios prévios. O advogado recordou mensagens e e-mails com conteúdo delirante enviados em 2021 à universidade de Modena; além disso, em perfis de redes sociais do suspeito foram localizados outros episódios de delírio: contatos com bases da NATO para questionar o cardápio e como se alistar, postagens críticas a quem "faz dinheiro imerecidamente" e publicações contra a influenciadora Chiara Ferragni. Segundo Giannelli, tratam-se de sinais do desconforto psíquico que o atravessava, sem um fio lógico que constitua um roteiro criminoso premeditado.
Fontes judiciais confirmam que El Koudri é um jovem de 31 anos, nascido em Bergamo, filho de imigrantes marroquinos, graduado e com histórico de problemas psiquiátricos certificados, tendo já passado por acompanhamento em serviços especializados. A investigação segue com análise do celular, diligências na cena do crime e avaliações médicas forenses.
Este é o raio-x dos fatos brutos: prisão com pedido de convalidação, ausência de imputação por terrorismo ou ódio racial até aqui, pedido de custódia em prisão preventiva, e a dependência, para o prosseguimento do inquérito, do resultado das perícias que possam esclarecer a dinâmica mental do autor. A reportagem seguirá o desenrolar da decisão do gip e a evolução das avaliações médicas.
Giulliano Martini — Espresso Italia. Apuração direta, sem ruído, cruzamento de fontes e preservação estrita dos fatos.