Morre Silvia Monti, atriz italiana e esposa de Carlo De Benedetti, aos 80 anos
Morre Silvia Monti, atriz italiana e esposa de Carlo De Benedetti, aos 80 anos em Lugano. Trajetória nos cinemas dos anos 60/70 e luta contra FTD.
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Morre Silvia Monti, atriz italiana e esposa de Carlo De Benedetti, aos 80 anos
Por Giulliano Martini — Aos 48 anos de vivência na Itália e com apuração rigorosa: faleceu em Lugano a atriz Silvia Monti, aos 80 anos. Natural de Bassano del Grappa, onde nasceu em 23 de janeiro de 1946, Monti deixou a vida aos 80 anos na cidade suíça onde residia com o empresário Carlo De Benedetti.
A trajetória cinematográfica de Silvia Monti concentrou-se entre o final dos anos 1960 e meados da década de 1970. Estreou nas telas em 1969 com uma pequena participação em Fräulein Doktor, de Alberto Lattuada, e naquele mesmo ano atraiu atenção em títulos como Metti, una sera a cena, de Giuseppe Patroni Griffi, e produções dirigidas por Gérard Oury e Maurizio Liverani.
Nos anos seguintes, Monti participou de papéis de destaque em filmes que marcaram o período: Il corsaro nero (1971), dirigido por Lorenzo Gicca Palli; Una lucertola con la pelle di donna (1971), de Lucio Fulci; Giornata nera per l'ariete (1971), de Luigi Bazzoni; Afyon - Oppio (1972), de Ferdinando Baldi; Sono stato io! (1973), novo trabalho de Lattuada; além de Finché c'è guerra c'è speranza (1974), de e com Alberto Sordi, e Milano: il clan dei calabresi (1974), de Giorgio Stegani. Após essas interpretações, abandonou as cenas e optou por vida privada.
No campo pessoal, Silvia Monti casou-se em 1969 com o conde Luigi Donà dalle Rose, fundador de Porto Rotondo, com quem teve dois filhos, Leonardo e Una. O casal se separou em 1994, mantendo relação de respeito. Em 10 de julho de 1997, em cerimônia civil realizada em Turim pelo então prefeito Valentino Castellani, casou-se em segundas núpcias com Carlo De Benedetti. A partir dali o casal passou a viver em Lugano.
Em entrevista ao Corriere della Sera por ocasião do nonagésimo aniversário, Carlo De Benedetti definiu a relação com a mulher em termos de transformação pessoal: “Nos meus primeiros sessenta anos tive um dono: o trabalho. Depois a encontrei e, por trinta anos, o meu dono foi o amor”, disse. Em outra passagem, De Benedetti recordou que o primeiro encontro não foi imediatamente afetuoso, mas deu origem a um amor profundo que mudou sua vida.
Nos últimos anos, Silvia Monti convivia com diagnóstico de demência frontotemporal (FTD). O sobrinho Edoardo Donà dalle Rose lançou uma campanha de arrecadação no GoFundMe em apoio ao Centro Dino Ferrari do Hospital Policlinico e da Universidade de Milão. Na página da iniciativa, Edoardo descreveu a tia como “uma mulher única, exemplo de força, tenacidade e sabedoria”, e afirmou que para ele ela foi “como uma segunda mãe, um pilar de amor e apoio”.
Edoardo anunciou ainda participação na Maratona de Nova York em 1º de novembro de 2026 em homenagem à avó: “Cada passo será impulsionado pela força e pelo espírito da minha adorada nonna”, escreveu. Os funerais de Silvia Monti estão programados para o início da próxima semana em Milão, na Chiesa del Carmine.
Registro técnico: a notícia foi apurada com cruzamento de fontes públicas — registros biográficos, arquivos de filmes e declarações oficiais divulgadas pela família e por veículos italianos. Mantemos contato com representantes familiares para atualização de horários e locais das cerimônias.