Naufrágio ao largo de Lampedusa: criança da Serra Leoa desaparecida enquanto alerta meteorológico cresce no Mediterrâneo

Naufrágio ao largo de Lampedusa deixa uma criança desaparecida; 64 resgatados. Alerta meteorológico no Mediterrâneo complica buscas e operações de salvamento.

Naufrágio ao largo de Lampedusa: criança da Serra Leoa desaparecida enquanto alerta meteorológico cresce no Mediterrâneo

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Naufrágio ao largo de Lampedusa: criança da Serra Leoa desaparecida enquanto alerta meteorológico cresce no Mediterrâneo

Em apuração rigorosa e cruzamento de fontes oficiais, registramos mais um episódio trágico na rota central do Mediterrâneo. As organizações humanitárias e as autoridades marítimas emitiram sinalização de risco: é considerada perigosa a saída de embarcações, sobretudo a partir das costas da Líbia e da Tunísia, devido a uma perturbação que afeta a zona até o dia 19 de março com ventos de burrasca e ondas que podem atingir até seis metros.

A ONG Mediterranea Saving Humans lançou o alerta meteorológico por seus canais e informou que a sua embarcação a vela Safira, com base em Lampedusa, está forçada a permanecer em porto. Ainda assim, a ilha continuou a ser ponto de chegada de operações de salvamento. Na manhã de sábado foram desembarcadas 40 pessoas resgatadas de um bote inflável que estava a afundar.

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No mesmo dia, no final da tarde de sábado 14 de março, houve o naufrágio de uma embarcação ao largo de Lampedusa. Um menino originário da Serra Leoa ficou desaparecido após o episódio. A motovedetta Cp327 da Guarda Costeira resgatou 64 pessoas, entre elas 14 mulheres e 10 menores, que haviam caído no mar quando o bote de 9 metros naufragou. Apesar das buscas imediatas na área onde o navio de pequena dimensão colou a pique, nenhuma pista do menino foi encontrada.

A mãe do garoto consta entre os 64 desembarcados e foi transferida durante a noite para o hotspot de Lampedusa. As operações de busca seguem em curso com a motovedetta Cp271 e com o apoio do avião Manta da guarda costeira.

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Segundo relatos dos sobreviventes, a embarcação transportava pessoas originárias de Burkina Faso, Camarões, Costa do Marfim, Guiné e Serra Leoa. Eles declararam ter pago aproximadamente 300 euros por pessoa pela travessia e manifestaram o desejo de permanecer em Itália.

Paralelamente, a Sea Watch 5 prosseguiu com operações no Mediterrâneo central. Depois de ter resgatado 54 pessoas no dia anterior, a embarcação salvou outras 40 pessoas nas últimas horas. Pela manhã, nove dos casos mais graves foram evacuados e transferidos a Lampedusa em caráter de emergência. Entre estes havia uma menina em condição crítica, em severa hipotermia, cuja vida esteve em risco e que motivou a evacuação médica imediata.

As autoridades italianas designaram o porto de Marina di Carrara como local de desembarque para a Sea Watch 5. A ONG informou que a decisão obriga a uma longa e extenuante navegação de cerca de quatro dias, expondo pessoas já fragilizadas a mais desgaste e atrasando o acesso a cuidados médicos em terra. Em nota, a organização apelou por um porto mais próximo para evitar que direitos fundamentais de sobreviventes sejam comprometidos.

Fatos brutos, verificados e cruzados com fontes institucionais: o quadro meteorológico agrava os riscos nas rotas, operações de busca e salvamento continuam e uma criança permanece desaparecida. Seguimos com apuração e atualização imediata assim que novas informações oficiais forem divulgadas.

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