No Tav: confrontos violentos na Val di Susa deixam mais de 60 feridos entre forças da ordem

Confrontos durante manifestação No Tav na Val di Susa deixam mais de 60 feridos entre forças da ordem; A32 e linha Torino-Modane foram afetadas.

No Tav: confrontos violentos na Val di Susa deixam mais de 60 feridos entre forças da ordem

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No Tav: confrontos violentos na Val di Susa deixam mais de 60 feridos entre forças da ordem

Uma jornada de forte tensão e violência marcou hoje a manifestação No Tav na Val di Susa, segundo apuração em campo e cruzamento de fontes. O cortejo, que partiu de Venaus com cerca de vinte mil participantes, dividiu-se em dois troncos e transformou os canteiros das obras em teatros de guerrilha urbana.

Os grupos antagonistas, majoritariamente vestidos de preto e com capuzes, utilizaram capacetes e máscaras antigas como proteção e atacaram os locais de obras em San Didero e Chiomonte. As autoridades relatam lançamentos repetidos de pedras e garrafas, uso de bombas carta e foguetes — inclusive disparados a partir de artefatos com características de morteiros artesanais.

As forças da ordem reagiram no interior dos canteiros com uso de lacrimogênios e jatos d'água. Segundo fontes policiais, grupos encapuzados penetraram em área restrita de Chiomonte e atearam fogo a veículos, gerando chamas que chegaram a se espalhar por parte do setor operário do canteiro.

O balanço provisório dos confrontos registra mais de sessenta feridos entre membros das corporações, além de quatro viaturas incendiadas — duas dos Carabinieri e duas da Guardia di Finanza. Não há, até o momento, confirmação oficial de vítimas entre os manifestantes; o levantamento segue em atualização pelas equipes médicas e pelas delegacias locais.

Os distúrbios provocaram impactos significativos na mobilidade: a autoestrada A32 foi interrompida temporariamente, houve lentidão na Strada Statale 25 e a circulação ferroviária da linha Torino-Modane foi suspensa entre Bussoleno e Borgone Susa por precaução. Autoridades de transporte monitoram a retomada segura das rotas.

O episódio gerou imediata reação política. O Presidente da República, Sergio Mattarella, contatou o ministro do Interior, Matteo Piantedosi, para manifestar solidariedade e proximidade aos agentes feridos. A primeira-ministra, Giorgia Meloni, condenou as ações: 'quem incendeia veículos e agride as forças da ordem não defende uma ideia, ataca o Estado', afirmou em nota oficial.

Representantes do Governo e da maioria, entre eles Antonio Tajani e Matteo Salvini, manifestaram-se na mesma linha de reprovação. Várias vozes da oposição também se distanciaram das violências, como Carlo Calenda, Matteo Renzi, Angelo Bonelli e deputados do Movimento 5 Stelle, em declarações públicas que apontam para a necessidade de investigação e responsabilização.

A cobertura segue com atualização das condições dos feridos e dos procedimentos de identificação dos responsáveis pelos ataques. A apuração em loco e o cruzamento de imagens de vigilância e testemunhos serão fundamentais para definir as medidas judiciais e administrativas nos próximos dias.