Paderno presta último adeus a Noemi (11) e Desirée (4); cidade em luto e homenagem à doação de órgãos
Paderno se une no funeral das irmãs Noemi (11) e Desirée (4); luto municipal, homenagens, e destaque para a doação de órgãos.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Paderno presta último adeus a Noemi (11) e Desirée (4); cidade em luto e homenagem à doação de órgãos
Em Paderno, a cidade parou para o funeral das irmãs Noemi e Desirée, vítimas dos traumas do acidente ocorrido em 23 de agosto na Pontebbana, nas proximidades de Basiliano. Comerciantes baixaram as portas, alguns estabelecimentos permaneceram fechados por motivo de luto municipal e outros apagaram as luzes em sinal de solidariedade, enquanto os sinos da igreja marcaram o cortejo fúnebre.
A igreja de Sant’Andrea Apostolo estava lotada para a última despedida das meninas, de 11 e 4 anos, que voltavam do mar com o pai quando sofreram o acidente. O altar ficou coberto de flores; sobre os dois pequenos caixões brancos, havia uma inscrição com os nomes dos pais: “Mamma e papà. Jessica Foladore e Addis Schiavo”.
No ofício fúnebre, o pároco Pierluigi Mazzocato dirigiu-se diretamente à família e à comunidade: “Cara Noemi, tantas vezes cuidaste da irmã Desirée, a protegias como uma mãe”, disse o padre em trecho da homilia. “Agora, junto dela, estás diante do altar de Deus. A vocês foi confiada uma missão: rogar a Deus que dê força, coragem e esperança à mãe, ao pai, aos familiares e aos muitos amigos.”
Presentes, o prefeito de Udine, De Toni, e representantes das administrações locais e das comunidades de origem dos pais reafirmaram o compromisso de apoio à família. Em discurso contido, o prefeito comunicou: “Faremos tudo o que pudermos para estar ao lado da família”. Foi também lembrada, com ênfase, a decisão familiar pela doação de órgãos, um gesto que as autoridades qualificaram como escolha de generosidade em meio à tragédia.
Do lado de fora da igreja, dezenas de balões brancos foram soltos para o céu. Milhares de condolências foram simbolizadas pela presença de colegas de escola, crianças do centro estivo, participantes do catecismo e de atividades esportivas. Cidadãos comuns se acomodaram nas ruas e na praça para prestar solidariedade aos familiares Schiavo. “Sinta esta proximidade como o afeto caloroso que desejamos oferecer a vocês”, concluiu Mazzocato, sublinhando a necessidade de união para enfrentar a adversidade.
A cobertura local e o cruzamento de fontes permitiram confirmar os elementos centrais do rito fúnebre e as medidas de respeito adotadas pela comunidade. A sequência dos fatos — acidente na Pontebbana, tratamento dos traumas, óbitos subsequentes e escolha pela doação de órgãos — permanece registrada nas notas oficiais e nos relatos das autoridades competentes.
Este é um momento de constatação rigorosa: famílias, comunidade e instituições se articulam para transformar o luto em um ato público de apoio e reconhecimento. A realidade, traduzida em fatos brutos, mostra uma cidade que interrompe suas rotinas para prestar homenagem e oferecer suporte material e moral à família enlutada.

