Papa na vigília em São Pedro: “Pare o riarmo e a loucura da guerra — quem reza não mata”

Papa na vigília em São Pedro pede fim do riarmo e da guerra: “Quem reza não mata”. Apelo claro aos governantes e à sociedade pela paz.

Papa na vigília em São Pedro: “Pare o riarmo e a loucura da guerra — quem reza não mata”

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Papa na vigília em São Pedro: “Pare o riarmo e a loucura da guerra — quem reza não mata”

Papa voltou a fazer um apelo claro e sem rodeios na vigília de oração pela paz realizada em São Pedro: “Basta com a idolatria de si e com a exibição da força”. Em discurso direto e com referências históricas, o Pontífice condenou a lógica do rearmamento e afirmou que “quem reza tem consciência do próprio limite, não mata e não ameaça a morte”.

Na homilia, proferida diante de fiéis e autoridades reunidos na basílica, o Papa sublinhou que o nome sagrado de Deus não pode ser instrumentalizado para discursos de morte. “Vem arrastado para discursos de morte até o Nome santo de Deus, o Deus da vida. Desaparece então um mundo de irmãos e irmãs com um único Pai nos céus e, como em um pesadelo noturno, a realidade se povoia de inimigos” — disse o Pontífice, segundo o texto lido e verificado pela nossa equipe com cruzamento de fontes.

O tom foi de aviso e convocação: “Quem reza tem consciência do próprio limite, não mata e não ameaça a morte. Ao contrário, está escravizado pela morte quem deu as costas ao Deus vivo, fazendo de si e do seu poder um ídolo mudo, cego e surdo, a quem sacrifica todo valor e exige que o mundo inteiro se curve”. Diante desse diagnóstico, o apelo foi direto: “Basta com a idolatria de si e do dinheiro! Basta com a exibição da força! Basta com a guerra!”

O Pontífice lembrou figuras pontuais do magistério, evocando São João XXIII: “Dalla pace tutti traggono vantaggi: individui, famiglie, popoli, l'intera famiglia umana”. E citou também o alerta de Pio XII: “Nulla è perduto con la pace. Tutto può essere perduto con la guerra”. Com essa referência, a mensagem buscou situar o apelo no contínuo da tradição papal, reforçando que a verdadeira força se manifesta no serviço à vida, não no poder militar.

A vigília transformou-se em momento de mobilização ética: “Uniamo le energie morali e spirituali di milioni, miliardi di uomini e donne… che oggi scelgono la paz”, pediu o Pontífice, instando a sociedade a cuidar das feridas abertas pela “loucura da guerra”.

O Papa dirigiu-se com voz firme aos governantes: “A loro gritiamo: fermatevi! È il tempo della pace! Sedete ai tavoli del dialogo e della mediazione, non ai tavoli dove si pianifica il riarmo e si deliberano azioni di morte!”. O apelo foi acompanhado de uma chamada à responsabilidade de todos: a oração exige conversão do que resta de violento em nossos corações e mentes, edificando um Reino de paz nas casas, escolas, bairros e comunidades.

No encerramento, o Pontífice evocou ainda a figura de João Paulo II como “incansável testemunha de paz”, recordando palavras proferidas durante crises internacionais. A mensagem final foi uma convocação prática: voltar a crer no amor, na moderação e na boa política; formar-se e atuar pessoalmente; cada pessoa tem seu lugar no mosaico da paz.

Apuração in loco, cruzamento de fontes oficiais e registros do Vaticano compuseram este relatório. A realidade traduzida nesta cobertura é direta: o apelo papal do Vaticano à comunidade internacional insiste no mesmo ponto — fim do riarmo, fim da guerra, e recuperação da dimensão humana e espiritual que impede que “quem reza não mate”.