Câmara aprova endurecimento na segurança das piscinas: fechamento obrigatório se os bocchettoni não evitarem efeito de sucção
Câmara aprova fechamento de piscinas cujo bocchettoni não impeçam sucção; fundo de €4,7 mi e regras válidas a partir de 1º de agosto.
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Câmara aprova endurecimento na segurança das piscinas: fechamento obrigatório se os bocchettoni não evitarem efeito de sucção
Em votação com 244 votos favoráveis e apoio multipartidário, a Câmara aprovou um emendamento ao decreto do Esporte que impõe regras mais rígidas para a segurança em piscinas. A medida determina o fechamento imediato das instalações — públicas ou privadas abertas ao público — cujo sistema de recirculação e as entradas de sucção não estejam em conformidade e incapazes de impedir o chamado efeito ventosa.
A correção legislativa, apresentada pela Comissão de Cultura e acolhida por todos os grupos, detalha que os dispositivos de aspiração — citando especificamente os bocchettoni e as grades de fundo — deverão ser tecnicamente aptos a eliminar riscos de sucção que possam prender nadadores. Se os equipamentos não atenderem aos padrões exigidos, a piscina ficará interditada até a realização das adequações necessárias.
O texto aprovado estabelece a obrigação de verificação das redes de recirculação e dos pontos de sucção e introduz sanção administrativa prática: a paralisação do funcionamento do estabelecimento enquanto persistir a não conformidade. A medida alcança tanto os complexos de uso coletivo quanto as piscinas privadas que admitam público.
O subsecretário para as Relações com o Parlamento, Paolo Barelli, justificou a iniciativa com base nos últimos incidentes registrados e no levantamento do Instituto Superior de Saúde (Istituto Superiore di Sanità), que contabiliza 75 vítimas desde 2022 até hoje. "A correção nasce também à luz desses dados, para garantir que nas piscinas haja todas as cautelas tecnológicas previstas e evitar que fluxos de sucção representem risco para os banhistas", declarou Barelli.
O ministro das Infraestruturas e dos Transportes, Matteo Salvini, comentou a aprovação afirmando que será proibido manter bocchettoni que provoquem sucção fatal — referência direta a episódios recentes — e declarou que a norma será operativa a partir de 1º de agosto.
Além da regra do fechamento por não conformidade, o emendamento prevê a criação de um fundo de 4,7 milhões de euros destinado à adequação das piscinas públicas ao longo de 2026. Outra novidade introduzida pelo dispositivo é a obrigatoriedade do uso de touca de natação por menores de 16 anos nas instalações afetadas.
Do ponto de vista técnico e regulatório, a mudança reforça a responsabilidade dos gestores dos complexos aquáticos quanto à manutenção preventiva e às verificações periódicas dos sistemas hidráulicos. Em termos práticos, operadores e administrações públicas terão de acelerar vistorias e intervenções para evitar interdições que impactem a oferta de serviços e a segurança dos usuários.
Apuração rigorosa, cruzamento de fontes institucionais e dados do Istituto Superiore di Sanità sustentam esta reportagem: trata-se de uma medida normativa com efeito imediato sobre a operação das piscinas no país, cujo cumprimento deverá ser fiscalizado por órgãos competentes assim que a norma entrar em vigor.