Professor que desejou morte à filha de Meloni morre após tentativa de suicídio; investigam sequência de ameaças

Professor que desejou morte à filha de Meloni morre após tentativa de suicídio; investigação e repercussão sobre mensagens de ódio e responsabilidade online.

Professor que desejou morte à filha de Meloni morre após tentativa de suicídio; investigam sequência de ameaças

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Professor que desejou morte à filha de Meloni morre após tentativa de suicídio; investigam sequência de ameaças

Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes indicam que Stefano Addeo, 66 anos, professor de um instituto em Cicciano, morreu após permanecer internado em terapia intensiva no Ospedale del Mare. O docente estava hospitalizado desde maio, depois de uma tentativa de suicídio ao se lançar de uma janela, segundo confirmaram fontes hospitalares e da investigação policial.

Addeo havia ganhado repercussão nacional em junho do ano passado por um post nas redes sociais em que desejava à filha do presidente do Conselho, Ginevra — filha da primeira-ministra Giorgia Meloni — uma sorte simila rà de Martina Carbonaro, a adolescente de 14 anos assassinada em Afragola por seu namorado alguns meses antes. A mensagem provocou imediata onda de repúdio público e acionou procedimentos internos no estabelecimento de ensino onde lecionava.

Fontes próximas ao caso relatam que, logo após a publicação, Addeo tentou tirar a própria vida ingerindo barbitúricos. A intervenção rápida de colegas e o envio de uma mensagem ao diretor da escola foram determinantes para o socorro inicial, que o salvou naquele episódio. Posteriormente, o professor chegou a se desculpar publicamente com a presidente do Conselho de Ministros, segundo declarações oficiais divulgadas à época.

A sequência trágica terminou com nova tentativa de suicídio em maio — agora com ferimentos graves por queda — que levou à sua internação intensiva. Mesmo com atendimento médico contínuo, Addeo não resistiu e foi declarado morto no hospital. As autoridades responsáveis pelo caso confirmaram a morte e abriram os trâmites administrativos e judiciais relativos ao ocorrido.

Os fatos suscitam questões sobre responsabilidade nas redes sociais, limites da liberdade de expressão e mecanismos de prevenção ao risco no ambiente escolar. O episódio também reacende o debate público sobre o impacto de mensagens de ódio direcionadas a menores e figuras públicas e sobre os instrumentos disponíveis para identificar e intervir precocemente em situações de risco emocional e comportamental.

Do ponto de vista institucional, o caso chegou a envolver diretores escolares e, na dimensão política, gerou pedidos de esclarecimento por parte de parlamentares e de representantes civis que atuam contra a violência online. Fontes judiciais informaram que a investigação sobre as circunstâncias do post e dos atos subsequentes continua em tramitação para apurar se houve outros elementos que possam configurar ilícitos penais.

Este relato foi produzido a partir de checagem de comunicados hospitalares, registros de imprensa e declarações públicas feitas anteriormente por Addeo. A realidade traduzida aqui é pautada por fatos brutos e por documentos oficiais disponíveis até o momento; novas informações oficiais poderão complementar o quadro.