Recém-nascido encontrado entre drogas e resíduos em apartamento de Roma; companheiro preso
Recém-nascido encontrado em apartamento de Roma entre drogas e resíduos; companheiro preso. Criança internada; casal já investigado por morte de outro filho.
RESUMO ✦
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Recém-nascido encontrado entre drogas e resíduos em apartamento de Roma; companheiro preso
Em apuração realizada pelo VII Grupo Appio da Polícia local, um recém-nascido foi localizado em condições graves dentro de um apartamento em Roma, cercado por lixo e mofo, dormindo apenas sobre um colchão apoiado no chão e completamente nu. Durante a ação, os agentes também arrecadaram uma grande quantidade de droga — cerca de 5 quilos entre marijuana e hashish.
Os primeiros sinais de alerta surgiram quando o bebê foi subtraído por sua mãe do atendimento de profissionais de saúde poucos dias após o parto, impedindo a continuidade das terapias necessárias. Após relatos e monitoramento, a Polícia local realizou vários dispositivos de observação e, em seguida, entrou no imóvel onde encontrou o recém-nascido em estado de necessidade.
Na sequência da busca domiciliar, os agentes confirmaram a presença de aproximadamente 5 quilos líquidos de substâncias estupefacientes com teor médio de princípio ativo em 18% — volume avaliado entre 60 e 70 mil euros e suficiente para o fracionamento em até 7.914 doses. O homem, companheiro da mãe, de 49 anos e nacionalidade romena, foi detido sob a acusação de posse ilícita de drogas com fins de tráfico. A mãe, de 31 anos e italiana, foi formalmente denunciada.
O recém-nascido, ainda em fase de amamentação, foi imediatamente entregue aos cuidados médicos e internado em uma unidade neonatológica para acolhimento e tratamento. Fontes policiais confirmam que a criança apresentava sinais de desnutrição e exposição a ambiente insalubre, e permanece sob vigilância clínica.
Importa ressaltar que o casal já estava sob investigação judicial por homicídio culposo relacionado à morte de outro filho, ocorrida no ano anterior, poucos dias após o nascimento. Consta no inquérito que a morte foi provocada por uma meningite fulminante e por uma infeção pulmonar associada à ingestão de líquido amniótico, consequência de um parto domiciliar sem assistência médica.
Trata-se de um caso que reúne elementos distintos — negligência neonatal, crime contra a saúde pública pelo suposto comércio de entorpecentes e um histórico judicial recente por morte perinatal — e que segue sob investigação com o cruzamento sistemático de provas e depoimentos. A ação do VII Grupo Appio incluiu verificação in loco, apreensão de provas materiais e encaminhamento dos suspeitos às medidas processuais cabíveis.
As autoridades esclarecem que as investigações prosseguem para apurar responsabilidades penais e administrativas, bem como para garantir a proteção do menor. A apuração concentra-se em estabelecer a dinâmica dos fatos: desde a retirada do recém-nascido do acompanhamento hospitalar até a origem e a destinação das substâncias apreendidas.
Relato técnico e cruzamento de fontes continuam em curso, com prioridade para a segurança e a saúde da criança. Novas informações serão divulgadas à medida que as autoridades concluírem as diligências e formalizarem eventuais novas acusações.