Protesto em Roma pelo 'No sociale' termina com imagens de Meloni, Nordio e Netanyahu incendiadas

Protesto 'No sociale' em Roma reuniu 20 mil, com queima de imagens de Meloni, Nordio e Netanyahu e forte simbolismo contra o governo e o rearmamento.

Protesto em Roma pelo 'No sociale' termina com imagens de Meloni, Nordio e Netanyahu incendiadas

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Protesto em Roma pelo 'No sociale' termina com imagens de Meloni, Nordio e Netanyahu incendiadas

Às 15h partiu de Piazza della Repubblica, em Roma, o cortejo pelo "No sociale", slogan que condensou a oposição à reforma da magistratura, ao governo de Giorgia Meloni, às guerras e ao rearmamento europeu. A manifestação reuniu diferentes camisetas e estandartes: bandeiras de Potere al Popolo, do sindicato de base USB, dos coletivos estudantis Cambiare rotta e Osa, e também símbolos em apoio à Palestina, ao Irã, a Cuba e à Venezuela. Apuração in loco e cruzamento de fontes indicam que o tom do ato foi tanto político quanto simbólico.

Na chegada à Piazza San Giovanni, por volta das 17h, os organizadores declararam a presença de vinte mil participantes. O percurso apresentou cartazes e performances com forte apelo anticonstitucional e anti‑governamental — linguagem direta sobre a Carta e acusações aos membros do Executivo.

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Durante a manifestação, na área do Esquilino, alguns manifestantes incendiaram duas imagens simbólicas. A primeira representação mostrava a primeira‑ministra Giorgia Meloni segurando, como se fosse uma coleira, o ministro da Justiça Carlo Nordio, este último retratado com uma mordaça; a peça trazia a inscrição “no al vostro referendum”. Pouco depois, foi queimado outro cartaz que retratava Meloni apertando a mão do primeiro‑ministro israelense Benjamin Netanyahu. Abaixo, uma legenda acusatória: “no al vostro genocidio, 75 mila civili uccisi, due milioni di sfollati”.

Também foram incendiados uma bandeira dos Estados Unidos reproduzida em papelão e um retrato do presidente Donald Trump. Painéis e cartazes exibiam frases em italiano como “Giù le mani dall'Iran” e “Giù le mani da Cuba” — traduzidas nos sinais como “Mãos fora do Irã” e “Mãos fora de Cuba” —, além de mensagens contra figuras do cenário político nacional. Um cartaz com a frase “Diciamo no all'Italia peggiore” trazia imagens de Matteo Salvini, Umberto Bossi e Daniela Santanchè; outro criticava ministros tidos como “traditori della Costituzione”.

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Numerosos elementos simbólicos fizeram referência direta à Costituzione: um boneco feminino pintado com as cores da bandeira italiana foi colocado sobre um leito de hospital, sob uma cruz e a palavra “Costituzione” escrita em vermelho. Entre as performances, uma jovem teve o rosto pintado de preto com a palavra “No” destacada em branco sobre olhos e bochechas, reiterando o leitmotiv da jornada.

Ao longo do percurso, deu‑se presença de coletivos vindos de várias regiões, incluindo grupos procedentes de Turim e Nápoles. Relato de campo e verificação documental confirmam a diversidade das siglas e a centralidade dos temas: oposição à reforma da magistratura, crítica ao governo Meloni, contestação às políticas externas envolvendo Netanyahu e o apoio a causas internacionais como a Palestina.

Esta cobertura foi realizada com apuração in loco e cruzamento de fontes para garantir a fidelidade dos fatos brutos e a clareza do registro público. Informações adicionais serão atualizadas conforme surgirem novas confirmações das autoridades e dos organizadores.

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