Rome Playing Games 2026: em Roma, o RPG deixa a esfera especializada e vira experiência coletiva
Rome Playing Games 2026 transforma o RPG em experiência cultural em Roma Est: Fusolab, Casilino Sky Park e Hacienda, de 17 a 20 de setembro.
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Rome Playing Games 2026: em Roma, o RPG deixa a esfera especializada e vira experiência coletiva
De 17 a 20 de setembro, a zona de Roma Est se transforma em um palco de jogo: nos espaços do Fusolab, na cobertura do Casilino Sky Park e em Hacienda, a segunda edição do Rome Playing Games (RPG) leva o jogo de interpretação para além de sua esfera mais especializada, convertendo-o em uma proposta cultural aberta à cidade.
São quatro dias nos quais o público é convidado a sentar-se à mesa, entrar fisicamente em uma narrativa, atravessar épocas e mundos imaginários e assumir uma posição ativa na construção da história. A programação abrange desde o role-playing de mesa até o larp, dos boardgames ao jogo histórico, do teatro à esgrima cênica e à performance. Depois da estreia na primavera passada, o festival regressa ampliado: o jogo deixa de ser mera diversão para ser linguagem cultural, instrumento de participação e ocasião de encontro social.
O eixo central é a passagem do espectador ao protagonista. No RPG, a história não é apenas observada: toma forma pelas decisões, pelas relações e pelas escolhas dos participantes. O público pode fracassar, revisar estratégias, mudar de ponto de vista e recomeçar. É nesse ponto que o jogo cruza com o teatro, a educação e a dimensão comunitária, transformando a imaginação compartilhada em experiência vivida — de Bulgakov a Dungeons & Dragons, passando pela literatura e por imaginários contemporâneos. O resultado mostra a fluidez dos limites entre narrativa, interpretação e jogo.
A abertura oficial, na quinta-feira 17 de setembro, terá tom teatral: às 21h00 será apresentado Il Maestro e Margherita – I manoscritti non bruciano, texto e direção de Miranda Angeli e Alfio Montenegro, com atuação de Andrea Lami, Giulia Sanna e Francesco Polizzi. Em seguida, de sexta a domingo, a programação concentra-se nas mesas de jogo de papel e nos boardgames.
Entre os destaques do festival está Dungeons & Dragons, representado em várias edições e por aventuras originais como La storia dei bambini scomparsi, Where is my mind, Assemblea Condominiale, C come Coboldi e Il tempio dimenticato. O público também poderá experimentar sistemas e universos distintos, do universo manga/anime de Shonenow ao horror de Il richiamo di Cthulhu, inclusive jogos em fase de playtest.
O pavilhão do Fusolab funcionará, de sexta a domingo, como o coração lúdico do evento: mesas de RPG e de boardgame durante todo o dia, sessões mediante reserva e áreas de jogo livre, pensadas tanto para jogadores experientes quanto para quem deseja experimentar pela primeira vez. Haverá uma ludoteca com mais de 50 títulos e demonstradores à disposição do público. Entre os jogos anunciados estão Arcs, Nocturne, Orcs Feast, Timeless Journeys, Calimala, Container e Terra Mystica, além de antevias como a edição italiana de Forestry.
Na cobertura do Casilino Sky Park e em espaços como Hacienda, as iniciativas intercalam jogos com performances e oficinas, enfatizando a dimensão coletiva e educativa do fenômeno lúdico. Em apuração in loco e cruzamento de fontes, a edição 2026 do Rome Playing Games confirma a tendência observada em festivais europeus: o jogo como ferramenta cultural, pedagógica e social, capaz de promover interação direta entre criadores, jogadores e público urbano.
Fatos brutos: datas (17-20/09), locais (Fusolab, Casilino Sky Park, Hacienda), peça de abertura (17/09, 21h00), foco em RPG, boardgames, larp e performances. A realidade traduzida em ação — quem participa não apenas observa; decide e reescreve a narrativa.

