Transição sustentável em Nápoles: instituições e empresas debatem estratégias na Blue Green Week 2026
Em Nápoles, Forum Inovação e Sustentabilidade debate transição sustentável, Blue Green Week e casos do Blue Green Economy Award 2026.
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Transição sustentável em Nápoles: instituições e empresas debatem estratégias na Blue Green Week 2026
Em 17 de setembro, o Teatro Salone Margherita, em Nápoles, recebeu a décima edição do Forum Inovação e Sustentabilidade, o encontro anual promovido pela Comunicazione Italiana dedicado à inovação sustentável, à valorização dos territórios, à blue economy e às dinâmicas entre empresas, instituições e comunidades durante os processos de transição sustentável. O evento, organizado pela Associazione For Human Community, constituiu a segunda etapa da Blue Green Week 2026, iniciada em 16 de setembro com a cerimônia de premiação da 3ª edição do Blue Green Economy Award 2026 e com encerramento previsto entre 18 e 20 de setembro na B2B Forum Sailing Cup.
A sessão abriu com as saudações institucionais do assessor Valerio Di Pietro, responsável pela Transição Digital e Smart City do Comune de Nápoles. Na sequência, teve lugar o Opening Talk Show "Sustainability Voice: Istituzioni, territori e transizione: le sfide di chi governa il cambiamento", conduzido por Simone Tani, Senior Fellow da School of Governance da Luiss Guido Carli. Participaram do debate Antonio Coviello, pesquisador do CNR e docente da Università Suor Orsola Benincasa de Nápoles; Benino Maddaluno, diretor-geral da ASIA Napoli; e Carlo Marfisi, diretor territorial da ENAC.
Com a precisão de uma calibragem de alto desempenho, o programa conectou experiências, políticas públicas e modelos de inovação sustentável. Os projetos premiados no Blue Green Economy Award 2026 foram apresentados como casos de impacto, capazes de servir de benchmark para empresas, cidades e comunidades. A mediação ficou a cargo de Tullia Cautiello, presidente da Associazione For Human Community, e de Assia Viola, delegada da Ferpi Campania.
As sessões seguintes aprofundaram temas centrais da transição sustentável: a credibilidade da comunicação ESG e o fosso entre impacto declarado e impacto real; a mobilidade sustentável; e a valorização dos territórios. O diálogo envolveu representantes de empresas, instituições, associações e diferentes stakeholders, numa mesa plural que buscou traduzir narrativas em medidas concretas — a partir de indicadores e projetos replicáveis.
Além dos painéis abertos, oito Mesas Temáticas a portas fechadas permitiram debates técnicos e alinhamentos estratégicos entre atores públicos e privados, com foco em soluções operacionais e escaláveis. As entrevistas do espaço "Oltre:", coordenadas por Giovanni Sacchitelli, deram voz a perspectivas que vão além das narrativas convencionais sobre sustentabilidade. Estiveram presentes Francesca De Rosa, da RAI; Maria Vittoria Rava, da Fondazione Francesca Rava / Nph Italia; Giorgio Giordani, da Spencer & Lewis; e Elena Sofra, do Ferrari Group.
Ao centro da reflexão coletiva esteve um princípio metodológico de alta performance: a sustentabilidade não deve ser entendida como uma função complementar a ser inserida em estruturas preexistentes, mas sim como uma dimensão intrinsicamente presente na organização — uma arquitetura interna que orienta decisões, operações e investimentos. Como estrategista, observo que essa visão exige menos exposição retórica e mais engenharia de políticas: ajustar o motor da economia corporativa para que a aceleração das transformações seja mensurável e duradoura.
O Forum de Nápoles reforçou a urgência de calibrar instrumentos de governança que alinhem incentivos privados e objetivos públicos, reduzam a assimetria entre comunicação e impacto real, e promovam projetos replicáveis no território. Em suma, tratou-se de uma manobra coordenada entre instituições e mercado para transformar discurso em resultado tangível — o verdadeiro teste de qualquer roteiro de transição sustentável.

