Mais árvores nos centros urbanos para mitigar as mudanças climáticas, defende Coldiretti

Coldiretti pede mais árvores nos centros urbanos e projetos de agroflorestação para mitigar as mudanças climáticas e proteger a resiliência das cidades.

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Mais árvores nos centros urbanos para mitigar as mudanças climáticas, defende Coldiretti

Por Stella Ferrari — Em Roma, durante o festival Eco, dedicado à mobilidade sustentável e às cidades inteligentes, o arboricultor Andrea Pellegatta, da Consulta Florovivaismo da Coldiretti, reforçou a urgência de ampliar a presença de árvores nos centros urbanos como medida estratégica contra os impactos das mudanças climáticas.

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“As árvores são cada vez mais essenciais dentro das cidades, pois nos ajudam a atenuar os efeitos negativos do aquecimento e das variações climáticas”, afirmou Pellegatta. A mensagem, proferida num painel que discutiu energia e estratégias para tornar as cidades mais sustentáveis, ressaltou que o debate sobre mobilidade e eficiência energética precisa estar articulado com políticas de arborização urbana.

Segundo Pellegatta, o desafio não é apenas plantar mais, mas plantar com inteligência: são necessárias pesquisas, estratégias e a adoção de boas práticas técnicas para garantir que as árvores sobrevivam e ofereçam os benefícios reconhecidos pela ciência — sombra, regulação térmica, qualidade do ar e bem-estar urbano. Essa calibragem do ecossistema urbano exige seleção de espécies adequadas a locais específicos, manejo correto do solo urbano e projetos de manutenção de longo prazo.

A Coldiretti está, conforme detalhado pelo arboricultor, desenvolvendo projetos-piloto que testam métodos de plantio urbanos e identificam as espécies mais indicadas para diferentes ambientes urbanos. Em paralelo ao verde das cidades, há ainda um papel estratégico das áreas agrícolas periurbanas: além de produzirem alimentos, esses territórios funcionam como amortecedores climáticos que contribuem para reduzir os impactos das alterações climáticas junto aos núcleos populacionais.

“Estamos investindo em projetos de agroflorestação, integrando árvores nos sistemas agrícolas de forma deliberada”, explicou Pellegatta. A proposta de agroflorestação alia produção e resiliência climática, criando corredores verdes que aumentam a capacidade de retenção de água, diminuem a erosão e adicionam serviços ecossistêmicos que beneficiam tanto o campo quanto a cidade.

Como economista e estrategista de desenvolvimento, observo que essa abordagem combina componentes de design urbano e engenharia de políticas: é preciso tratar a arborização como uma peça do motor da economia urbana — que demanda investimento inicial, planejamento técnico e manutenção contínua — e não como um ornamento eventual. A aceleração de tendências climáticas exige que os gestores públicos apliquem essa calibragem com precisão técnica, integrando plantio, escolha de espécies e modelos de governança.

Em síntese, a recomendação é clara e prática: mais árvores, plantio guiado por dados, projetos de agroflorestação na periferia das cidades e pesquisa aplicada para assegurar longevidade das árvores urbanas. São medidas que reduzem riscos climáticos e elevam a qualidade de vida — uma verdadeira calibragem de alta performance para o futuro das cidades.

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