Promotoria de Pavia reclassifica caso: Sempio acusado de matar Chiara Poggi por recusa a avanço sexual

Procuradoria de Pavia reaprecia o caso e acusa Andrea Sempio de homicídio voluntário por motivo sexual no caso Chiara Poggi.

Promotoria de Pavia reclassifica caso: Sempio acusado de matar Chiara Poggi por recusa a avanço sexual

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GERADO EM: Mai 6, 2026 às 13:09

Promotoria de Pavia reclassifica caso: Sempio acusado de matar Chiara Poggi por recusa a avanço sexual

A Procuradoria de Pavia e os Carabinieri de Milão alteraram a acusação contra Andrea Sempio para omicídio voluntário, associando o crime a um motivo sexual decorrente do rejeição de sua abordagem à vítima, Chiara Poggi, em 2007. A nova peça acusatória menciona a crueldade do ataque, que envolveu pelo menos 12 ferimentos graves na cabeça da vítima. Sempio, que sustenta não ter tido relações sociais com Chiara, foi convocado para prestar esclarecimentos. A investigação continua, com foco na possibilidade de que o crime tenha resultado de um ato impulsivo após o rejeição e está sendo reavaliada através de novas provas e análises das lesões.

Fique por dentro de todos os pontos deste artigo lendo a versão completa a seguir.

Por Giulliano Martini. A Procuradoria de Pavia e o nucleo investigativo dei Carabinieri de Milão informaram a mudança no enquadramento penal contra Andrea Sempio, hoje com 38 anos: o inquérito que o apontava por omicídio em concurso foi alterado para omicídio voluntário, com a imputação de um movente sexual ligado ao “ódio pela vítima em consequência do rifiuto del suo approccio sessuale”.

O novo despacho, assinado pelos procuradores Napoleone, Civardi, De Stefano e Rizza, descreve em detalhes a dinâmica do ataque ocorrido em 13 de agosto de 2007 na casa de Garlasco, quando a vítima, Chiara Poggi, então com 26 anos, foi brutalmente agredida. A peça acusatória aponta agravantes, entre elas a de crueldade, em razão da “efferatezza dell'azione” e do número e da gravidade das lesões — “almeno 12 ferite al cranio e al volto”.

Segundo a reconstituição dos investigadores, após uma primeira colluttazione, Sempio teria golpeado repetidamente a vítima com um corpo contundente, atingindo inicialmente la regione frontale sinistra e la regione zigomatica destra, provocando a queda. Em seguida, teria arrastado a jovem em direção à porta da cantina da residência em via Pascoli. Ao tentar reagir, se colocando a carponi, a vítima teria sofrido mais 3-4 golpes nella regione parieto-temporale sinistra e altre aree del cranio, perdendo i sensi.

A denúncia acrescenta que, já inconsciente, Chiara teria recebido pelo menos outros 4-5 colpi nella regione parieto-occipitale sinistra enquanto descia pela escada que leva à cantina, causando “gravi lesioni cranio-encefaliche” que levaram ao decesso.

O documento dos magistrados também cita que a agressão apresenta características di tipo “efferato”, justificando a contestação da agravante da crueldade. A alteração do capo di imputazione ocorre paralelamente ao envio de un'informativa alla Procura Generale de Milão, considerada útil para eventuais richieste di revisione relativas all'allora fidanzato di Chiara Poggi, único condannato in via definitiva a 16 anni per il delitto.

Em sua defesa, o investigado, por meio da advogada Angela Taccia e do colega Liborio Cataliotti, afirmou não entender a atribuição do movente sexual: “se io non avevo rapporti con questa ragazza, rapporti nel senso sociale, non si capisce da dove deducano un movente sessuale”, declarou a defesa, ressaltando que Sempio não frequentava a vítima e raramente a via via incontrava em casa.

Sempio foi convocado ontem pela Procura de Pavia e deverá se apresentar para prestar esclarecimentos perante os magistrados. A investigação segue com o cruzamento de fontes, perizie e revisão das provas já recolhidas, enquanto a equipe ministerial reforça a hipótese de que o crime decorreu de um rifiuto e do subsequente impulso violento do acusado.

Apuração in loco, análise técnica das lesões e balizamento jurídico configuram o novo quadro probatório, que transferiu a linha de investigação para a pista do omicídio volontario com agravante de crudeltà. O processo e as próximas oitivas serão acompanhados de perto para verificar se a nova denúncia será consolidada e levada adiante na fase de instrução.